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A crítica da propriedade privada como crítica da apropriação da natureza: uma leitura ecológica de Proudhon

O que a crítica da propriedade pode dizer sobre a justiça ambiental?

Em O que é a Propriedade?, obra de Pierre-Joseph Proudhon, publicada em 1840, é possível identificar um núcleo normativo ecológico, base para pensar a justiça ambiental desde uma perspectiva anarquista. 

Tal núcleo está fundado em uma concepção proudhoniana da relação entre natureza, necessidades humanas e justiça. 

Ainda que permaneça apenas implícito na obra de 1840, argumento que ele permite deslocar a questão ecológica para o terreno das relações de propriedade, oferecendo instrumentos para compreender e enfrentar os conflitos socioambientais como disputas em torno do acesso, controle e distribuição das condições ecológicas necessárias à vida.

O modo proudhoniano de pensar e resolver a justiça ambiental

Na referida obra, Proudhon parte da ideia de que certos bens da Natureza são indispensáveis à conservação da vida e, precisamente por essa razão muito específica, não podem ser objeto de apropriação exclusiva

Água, ar e luz aparecem como coisas comuns não apenas por sua abundância, mas porque são condições universais da existência humana.

Enquanto os bens naturais classificados pelo autor como imensos (água, ar, luz) parecem escapar à apropriação pela própria extensão, a terra, por sua finitude, exige alguma regulação social, que deve ocorrer não em benefício de alguns indivíduos, mas segundo o interesse e a segurança de todos.

Nesse sentido proudhoniano, aquilo que é necessário à vida constitui um direito comum.

Há aí uma articulação política entre necessidade e comunalidade dos bens naturais. 

De modo que aquilo da natureza de que a humanidade necessita para sua existência deve ser de direito comum e não exclusivo.

Daí que a igualdade de direitos se justifica pela igualdade de necessidades e, quando a coisa é limitada, somente pode ser realizada por meio da igualdade na posse.

O que hoje nomeamos de conflitos socioambientais encontram sua solução por meio de uma justiça ecológica fundada na igualdade das necessidades e no direito comum às condições ecológicas de existência

Assim, um entendimento proudhoniano sobre lutas por terra, água e bens naturais implica que: os recursos indispensáveis à conservação humana devem permanecer comuns e os recursos limitados devem ser organizados de modo a garantir acesso igualitário. 

Contudo, é preciso notar que, para render teoricamente, o esquema ecológico proudhoniano, precisa operar levando em consideração as situações sociais e os contextos ambientais concretos.

Por exemplo, no âmbito particular do semiárido do Nordeste do Brasil, onde a água não é um bem "imenso", mas "finito", seu acesso deve ser regulado como é o acesso à terra no esquema original presente na obra, de modo a garantir segurança hídrica a todos.

Da crítica da propriedade privada à crítica da apropriação privada da Natureza

Como um texto de 1840, escrito num contexto em que o capitalismo industrial criava as condições para o aquecimento global de hoje, pode auxiliar a pensar as questões socioecológicas do século XXI?

É preciso demarcar que a problemática ecológica não estava colocada àquela altura para o autor de O que é a propriedade?. Definitivamente, ela não era um problema para ele.

No entanto, ao derivar uma crítica da apropriação privada dos bens da natureza de sua crítica da propriedade privada enquanto instituição social, Proudhon nos auxilia a sustentar que a justiça relativa aos bens da natureza não se distingue da justiça social. Pois ambas repousam sobre o fundamento de que a igualdade de necessidades justifica o direito comum às condições ecológicas de existência.

É nesse sentido que identifico um núcleo normativo ecológico em O que é a propriedade?. 

Tal núcleo possui ao menos três implicações que dialogam com as temáticas da ecologia política contemporânea. 

Primeiro, uma implicação cognitiva. Ele permite deslocar a questão ecológica do plano técnico da gestão ambiental para o plano político das relações de propriedade, das formas de apropriação e distribuição dos bens naturais. Enquadrando os conflitos socioambientais como conflitos em torno do controle político das condições ecológicas de existência. 

Segundo, uma implicação jurídica. Penso que ele fornece um critério normativo de julgamento das formas de propriedade, uso e distribuição dos recursos naturais. Por esse critério, os bens indispensáveis à vida não devem ser objeto de apropriação exclusiva, enquanto os recursos limitados devem ser organizados segundo princípios de acesso igualitário e segurança comum. 

Terceiro, uma implicação ontológica. Esse núcleo ecológico proudhoniano dissolve a separação entre questão social e questão ecológica. Pois, ambas derivam de um problema fundamental: a concentração da propriedade e a apropriação desigual dos meios ecológicos necessários à reprodução da vida social. 

Em síntese, a originalidade da formulação de Proudhon reside em fundar uma crítica de nuances ecológicas não no valor intrínseco da natureza, mas na igualdade das necessidades humanas. A justiça ecológica aparece, assim, como uma extensão da justiça social

Esboço de uma crítica anarquista ao ambientalismo apolítico

A perspectiva proudhoniana contribui para pensar limites normativos às formas de propriedade sobre a natureza. 

O direito comum aos bens da natureza decorre do fato de que todos os seres humanos compartilham necessidades igualmente legítimas e dependem das mesmas condições ecológicas para existir.

Esta formulação é distinta tanto do ambientalismo conservacionista quanto de certas correntes ecocêntricas, permitindo, assim, elaborar uma crítica das formas de ecologismo que preservam intactas as estruturas de propriedade e poder responsáveis pela degradação ambiental.

Há aí afinidade com a ecologia social que Murray Bookchin desenvolveria a partir dos anos 1950. 

Nesse sentido, a perspectiva ecológica proudhoniana, pensada a partir de fragmentos de O que é a propriedade? pode ser entendida como um dos primeiros esboços de uma ecologia política de inspiração anarquista.

Muito antecipadamente a obra forneceu elementos teóricos para aproximar a política ecológica da tradição socialista. Entretanto isto permaneceu latente na referida obra de 1840 e não foi desenvolvido pelo próprio autor nem pelos futuros partidários da anarquia.


Raphael Cruz

Capitalismo como sistema de contradições socioecológicas: as perspectivas da ecologia social e do marxismo ecológico

Murray Bookchin(1921-2006) e James O' Connor (1930-2017)


Pierre-Joseph Proudhon foi possivelmente o primeiro socialista a compreender o capitalismo como um "sistema de contradições", como expressou em seu livro Filosofia da miséria, ou sistema das contradições econômicas (1846). 

Esta foi uma contribuição duradoura do autor francês para a ampla tradição socialista de crítica da economia política, incluindo aí o marxismo, ao sugerir que identificar as contradições seria uma condição de possibilidade de conhecimento científico do capitalismo, e que essas contradições poderiam originar um "quadro conceitual operatório" (Gurvitch, 1971) de explicação do sistema. Contudo, águas rolaram desde os tempos do capitalismo oitocentista que Proudhon experimentou e analisou.

A expansão das relações de produção capitalista sobre suas condições sociais e ambientais de reprodução, expressa na degradação ambiental e das condições de vida dos povos, promoveu lutas ecológicas que indicaram novas contradições do capitalismo que, ao que parece, nem Proudhon nem Marx dimensionaram devidamente, mas que, contudo, não escapou da atenção de uma nova geração de "clínicos do social", para usar a expressão de Pierre Ansart (2022). Esses, cada vez mais, assumindo-se como clínicos das relações socioecológicas.

Murray Bookchin (1980,2006), por exemplo, identificou ao menos duas contradições fundamentais do capitalismo contemporâneo: uma que pode-se classificar até de "contradição ontológica" entre a sociedade capitalista e a evolução biológica. E outra que nomearei propriamente de "contradição socioecológica", referente ao crescimento econômico e os limites ecológicos do planeta.

A primeira contradição diz respeito a expansão do capitalismo e a consequente desestruturação de processos naturais que sustentam a vida. Para Bookchin (2006), o capitalismo estaria reduzindo a diversidade biológica e simplificando os ecossistemas em prol da exploração de recursos, colocando em risco tanto a equilíbrio ambiental quanto o a própria condição de possibilidade de existência biológica da humanidade. Essa contradição ontológica evidencia que a crise ambiental não é apenas um problema técnico ou econômico, mas um choque fundamental entre o capitalismo e os processos ecológicos que permitiram a própria existência humana.

A segunda contradição, a propriamente sócioecologica, opera entre o crescimento infinito da economia capitalista e os limites ecológicos do planeta. Bookchin (1980) argumenta que essa contradição é mais relevante do que a tendência ao declínio da taxa de lucro destacada pelos marxistas clássicos. Para ele, a crise ecológica não pode ser ignorada ou reduzida a um problema secundário dentro da atual lógica e funcionamento do capitalismo. 

Diante desse deslocamento histórico, a leitura do capitalismo como um sistema de contradições permanece válida, mas exige atualização teórica. Se, em Filosofia da Miséria, a ênfase recaía sobre as tensões internas da economia política, hoje torna-se incontornável reconhecer que tais contradições extrapolam o plano estritamente econômico e se inscrevem nas próprias condições de reprodução da vida. As formulações de Murray Bookchin evidenciam que o capitalismo não apenas organiza antagonismos sociais, mas produz um descompasso estrutural entre sociedade e natureza, colocando em questão sua própria viabilidade histórica. Nesse sentido, a ampliação do conceito de contradição — incorporando as dimensões ontológica e socioecológica — não apenas prolonga a intuição proudhoniana, mas a radicaliza. Trata-se, portanto, de compreender que o capitalismo contemporâneo já não pode ser analisado apenas como um sistema economicamente contraditório, mas como um sistema ecologicamente insustentável, cujas tensões internas apontam não apenas para crises cíclicas, mas para limites civilizatórios.

James O’Connor (1988), por sua vez, apresentou uma teoria marxista ecológica que ampliou a análise tradicional da contradição entre "forças produtivas" e "relações de produção". Ele argumentou que, além da superprodução de capital e crise econômica, existe uma contradição entre as forças produtivas e as relações de produção com as condições de produção – isto é, os fatores ecológicos e sociais que sustentam a economia capitalista. O esgotamento ambiental, portanto, não apenas limita o crescimento econômico, mas também gera crises que podem levar a reestruturações. 

O' Connor (1988) sugere que há dois caminhos para a superação do capitalismo: um baseado na "crise econômica" tradicional e outro na "crise ecológica".

O caminho tradicional da crise econômica é aquele baseado na teoria marxista clássica, parte da contradição entre as forças produtivas e as relações de produção. No capitalismo, a necessidade constante de acumulação de capital leva à superprodução, à queda da taxa de lucro e a crises econômicas. Essas crises podem criar condições para transformações revolucionárias, na medida em que o sistema se torna incapaz de garantir sua própria reprodução e os trabalhadores se organizam para superá-lo.

O caminho da crise ecológica e das condições de produção é uma inovação da teoria de O’Connor. Ele argumenta que, além da crise econômica tradicional, o capitalismo também gera crises ao destruir as próprias condições de produção – isto é, os recursos naturais, a força de trabalho e as infraestruturas sociais que sustentam o sistema. A degradação ambiental, o esgotamento de solos, a escassez de água e as mudanças climáticas são exemplos de como essa contradição se manifesta empiricamente. Essas crises podem impulsionar mudanças sociais, a partir do que ele nomeou de "rebeliões da natureza", pois tornam evidente a necessidade de novas formas de organização econômica que sejam ecologicamente viáveis e socialmente justas.

Enquanto o primeiro caminho está ligado à lógica interna da acumulação de capital e à luta de classes, o segundo destaca que o capitalismo também mina suas próprias bases materiais e ecológicas. Assim, a transição para um sistema pós-capitalista pode ocorrer não apenas pela falência econômica, mas também pela necessidade de reconstrução das condições de vida, o que pode levar a formas mais coletivas e ecológicas de organização social.

Tanto a ecologia social de Boikchin quanto o marxismo ecológico de O' Connor onvergiram ao reconhecer que a crise ecológica é central para a crítica ao capitalismo contemporâneo. A diferença é que Bookchin vê essa contradição como a mais importante e não como uma questão a ser integrada ao marxismo tradicional, enquanto O’Connor busca articular o problema ecológico dentro da estrutura conceitual marxista e inová-la para dar conta de desafios societários atuais.

Contudo, enquanto O'Connor manteve-se esperançoso com o possível desenvolvimento de lutas sociais a partir da identificação daquela segunda contradição do capitalismo, Bookchin se empenhou em tirar conclusões estratégicas de sua ecologia social e desenhou um projeto societário condizente com ela, que nomeou de sociedade ecológica em contraposição a sociedade hierárquica, da qual o capitalismo é a expressão atual.

Raphael Cruz


Referências

ANSART, Pierre. Proudhon, clínico do social. História: Questões & Debates, Curitiba, v. 70, n. 2, p. 292–306, 2022.

BOOKCHIN, Murray. The communalist project. In: BOOKCHIN, Murray. The social ecology and communalism. Oslo: New Compass, 2006.

BOOKCHIN, Murray. Toward an ecological society. Montreal: Black Rose Books, 1980. p. 36.

GURVITCH, Georges. Dialética e Sociologia. São Paulo: Vértice; Editora Revista dos Tribunais, 1987.

O'CONNOR, James. Capitalism, nature, socialism: a theoretical introduction. Capitalism Nature Socialism, New York, v. 1, n. 1, p. 11-38, 1988.

PROUDHON, Pierre-Joseph. Sistema das contradições econômicas, ou, filosofia da miséria. Tomo I. São Paulo: Ícone, 2003.



Sindicalismo revolucionário e ecologia: uma bibliografia em construção (1989-2025)


Judi Bari (1949-1997),
pioneira da articulação prática entre ecologismo
e sindicalismo revolucionário


Esta bibliografia está em ordem cronológica.

Anos 1980

Jon Bekken, Anarcho-syndicalism and the environmental movement, Libertarian labor Review, Issue 6, Winter 1989, pp.15–16.

Anos 1990

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BEKKEN, Jon. Labor & the climate crisis. Anarcho-Syndicalist Review, n. 78, inverno 2020.

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FERRERO, Genís. Un programa de clase ante el colapso. El Salto Diario, 11 set. 2023. Disponível em: https://www.elsaltodiario.com/politica/programa-clase-social-colapso-capitalista. Acesso em: 10 mar. 2025.

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SHANTZ, Jeff. Profits of Doom: Green Syndicalism and Tar Sands Worker Deaths. Anarcho-Syndicalist Review, 19 jun. 2023. Disponível em: https://syndicalist.us/2023/06/19/profits-of-doom/. Acesso em: 8 mar. 2025.

WETZEL, Tom. What is green syndicalism? 2023. Disponível em: https://theanarchistlibrary.org/library/tom-wetzel-what-is-green-syndicalism. Acesso em: 8 mar. 2025.

WETZEL, Tom. The future is degrowth: a review. 2023. Disponível em: https://znetwork.org/znetarticle/the-future-is-degrowth-a-review/. Acesso em: 8 mar. 2025.

WETZEL, Tom. The working-class stake in the fight against global warming. 2023. Disponível em: https://znetwork.org/znetarticle/the-working-class-stake-in-the-fight-against-global-warming/. Acesso em: 8 mar. 2025.

CARRETERO MIRAMAR, José Luis. Confluencia o barbarie: Clase trabajadora y lucha ecológica. Rojo y Negro, n. 395, dez. 2024. Disponível em: https://rojoynegro.info/publicacion/rojo-y-negro-no-395-diciembre-2024/. Acesso em: 10 mar. 2025.

WETZEL, Tom. Review of Common Preservation. 2024. Disponível em: https://znetwork.org/znetarticle/review-of-common-preservation/. Acesso em: 8 mar. 2025.

WETZEL, Tom. The challenge and reality of the green energy transition: a reply to Peter Gelderloos. 2024. Disponível em: https://znetwork.org/znetarticle/the-challenge-and-reality-of-the-green-energy-transition-a-reply-to-peter-gelderloos/. Acesso em: 8 mar. 2025.

WETZEL, Tom. Green transition: from above or from below? 2025. Disponível em: https://znetwork.org/znetarticle/green-transition-from-above-or-from-below/. Acesso em: 8 mar. 2025.

Cinco narrativas na ecologia política

Paul Robbins (1967-)


Esta é uma tradução de trecho do capítulo 1, Political versus apolitical ecologies, do livro de Paul Robbins, Political ecology: a critical introduction, em sua 2ª edição, publicada em 2012, pela Wiley-Blackwell.

Raphael Cruz

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CINCO NARRATIVAS DOMINANTES NA ECOLOGIA POLÍTICA

Paul Robbins

A ecologia política caracteriza uma espécie de argumento, texto ou narrativa, nascida dos esforços de pesquisa para expor as forças em ação na luta ecológica e documentar alternativas de subsistência diante das mudanças. Isto não significa que a ecologia política seja algo que as pessoas devem escrever e pensar o tempo todo. Muito deste trabalho é realizado por pessoas que talvez nunca se refiram a si mesmas como ecologistas políticos, que consideram a escrita, a pesquisa ou a argumentação como apenas uma parte de sua profissão, ou que talvez o façam em apenas uma parte de seu trabalho. A ecologia política também não está restrita aos acadêmicos do "primeiro mundo". De fato, as ideias e argumentos críticos da ecologia política são frequentemente produzidos através da pesquisa e escrita, blogs, filmagens e defesa de inúmeras ONGs ou grupos ativistas ao redor do mundo, pesquisando as mudanças no destino das comunidades locais e as paisagens em que elas vivem. Isto pode, na verdade, compreender a maior parte do trabalho em ecologia política. Publicado apenas em reuniões locais e relatórios de desenvolvimento, ou como pequenos vídeos documentais ou apresentações de slides, este trabalho é tanto uma parte do campo quanto os livros bem circulados ou artigos de periódicos de referência da ciência formal.

GRANDES PERGUNTAS E TESES

O que une os diversos trabalhos nestes muitos lugares é um interesse geral em cinco grandes temas. (...)

A tese da degradação e marginalização argumenta que sistemas de produção e usos de recursos sustentáveis tornam-se insustentáveis e exploradores demais quando têm que atender às necessidades dos mercados regionais ou globais, degradando assim as condições ambientais gerais. 

A tese de conservação e controle postula que os esforços para implementar a sustentabilidade, proteger a natureza ou favorecer as comunidades locais têm, na verdade, perturbado os sistemas tradicionais locais de subsistência, produção e organização, e frequentemente resultaram na apropriação de recursos e paisagens por interesses globais. 

O tese do conflito e exclusão ambientais enfoca a aceleração dos conflitos entre diferentes grupos, devido à crescente escassez de recursos apropriados ou restringidos por autoridades estatais, empresas privadas ou elites sociais. O resultado é que os problemas ambientais tornam-se "socializados" e os conflitos sociais de longo prazos tornam-se "ecologizados" (ibid). 

A tese dos temas ambientais e identidades sustenta que os novos comportamentos e identidades politicamente comprometidos e ambientalmente conscientes surgem em resposta a formas institucionalizadas de gestão ambiental. A mudança das condições de gestão ambiental oferece assim oportunidade para grupos locais se estruturarem e se afirmarem em um nível político. 

Finalmente, a tese dos atores e objetivos políticos visa mostrar como a interação entre humanos e não-humanos (tais como solo, vegetação, bactérias ou eventos climáticos extremos) está causando impacto entre os diferentes grupos, devido à crescente escassez de recursos apropriados ou restringido por autoridades estatais, empresas privadas ou elites sociais. 

Treinando numa Smartfit pela primeira vez

  Brasília, 02 de julho de 2026 1. Primeira vez numa Smartfit. 2.  Achei escura. A última vez que estive num lugar assim foi num show de ...