Mostrando postagens com marcador anarquismo e ecologia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador anarquismo e ecologia. Mostrar todas as postagens

A crítica da propriedade privada como crítica da apropriação da natureza: uma leitura ecológica de Proudhon

O que a crítica da propriedade pode dizer sobre a justiça ambiental?

Em O que é a Propriedade?, obra de Pierre-Joseph Proudhon, publicada em 1840, é possível identificar um núcleo normativo ecológico, base para pensar a justiça ambiental desde uma perspectiva anarquista. 

Tal núcleo está fundado em uma concepção proudhoniana da relação entre natureza, necessidades humanas e justiça. 

Ainda que permaneça apenas implícito na obra de 1840, argumento que ele permite deslocar a questão ecológica para o terreno das relações de propriedade, oferecendo instrumentos para compreender e enfrentar os conflitos socioambientais como disputas em torno do acesso, controle e distribuição das condições ecológicas necessárias à vida.

O modo proudhoniano de pensar e resolver a justiça ambiental

Na referida obra, Proudhon parte da ideia de que certos bens da Natureza são indispensáveis à conservação da vida e, precisamente por essa razão muito específica, não podem ser objeto de apropriação exclusiva

Água, ar e luz aparecem como coisas comuns não apenas por sua abundância, mas porque são condições universais da existência humana.

Enquanto os bens naturais classificados pelo autor como imensos (água, ar, luz) parecem escapar à apropriação pela própria extensão, a terra, por sua finitude, exige alguma regulação social, que deve ocorrer não em benefício de alguns indivíduos, mas segundo o interesse e a segurança de todos.

Nesse sentido proudhoniano, aquilo que é necessário à vida constitui um direito comum.

Há aí uma articulação política entre necessidade e comunalidade dos bens naturais. 

De modo que aquilo da natureza de que a humanidade necessita para sua existência deve ser de direito comum e não exclusivo.

Daí que a igualdade de direitos se justifica pela igualdade de necessidades e, quando a coisa é limitada, somente pode ser realizada por meio da igualdade na posse.

O que hoje nomeamos de conflitos socioambientais encontram sua solução por meio de uma justiça ecológica fundada na igualdade das necessidades e no direito comum às condições ecológicas de existência

Assim, um entendimento proudhoniano sobre lutas por terra, água e bens naturais implica que: os recursos indispensáveis à conservação humana devem permanecer comuns e os recursos limitados devem ser organizados de modo a garantir acesso igualitário. 

Contudo, é preciso notar que, para render teoricamente, o esquema ecológico proudhoniano, precisa operar levando em consideração as situações sociais e os contextos ambientais concretos.

Por exemplo, no âmbito particular do semiárido do Nordeste do Brasil, onde a água não é um bem "imenso", mas "finito", seu acesso deve ser regulado como é o acesso à terra no esquema original presente na obra, de modo a garantir segurança hídrica a todos.

Da crítica da propriedade privada à crítica da apropriação privada da Natureza

Como um texto de 1840, escrito num contexto em que o capitalismo industrial criava as condições para o aquecimento global de hoje, pode auxiliar a pensar as questões socioecológicas do século XXI?

É preciso demarcar que a problemática ecológica não estava colocada àquela altura para o autor de O que é a propriedade?. Definitivamente, ela não era um problema para ele.

No entanto, ao derivar uma crítica da apropriação privada dos bens da natureza de sua crítica da propriedade privada enquanto instituição social, Proudhon nos auxilia a sustentar que a justiça relativa aos bens da natureza não se distingue da justiça social. Pois ambas repousam sobre o fundamento de que a igualdade de necessidades justifica o direito comum às condições ecológicas de existência.

É nesse sentido que identifico um núcleo normativo ecológico em O que é a propriedade?. 

Tal núcleo possui ao menos três implicações que dialogam com as temáticas da ecologia política contemporânea. 

Primeiro, uma implicação cognitiva. Ele permite deslocar a questão ecológica do plano técnico da gestão ambiental para o plano político das relações de propriedade, das formas de apropriação e distribuição dos bens naturais. Enquadrando os conflitos socioambientais como conflitos em torno do controle político das condições ecológicas de existência. 

Segundo, uma implicação jurídica. Penso que ele fornece um critério normativo de julgamento das formas de propriedade, uso e distribuição dos recursos naturais. Por esse critério, os bens indispensáveis à vida não devem ser objeto de apropriação exclusiva, enquanto os recursos limitados devem ser organizados segundo princípios de acesso igualitário e segurança comum. 

Terceiro, uma implicação ontológica. Esse núcleo ecológico proudhoniano dissolve a separação entre questão social e questão ecológica. Pois, ambas derivam de um problema fundamental: a concentração da propriedade e a apropriação desigual dos meios ecológicos necessários à reprodução da vida social. 

Em síntese, a originalidade da formulação de Proudhon reside em fundar uma crítica de nuances ecológicas não no valor intrínseco da natureza, mas na igualdade das necessidades humanas. A justiça ecológica aparece, assim, como uma extensão da justiça social

Esboço de uma crítica anarquista ao ambientalismo apolítico

A perspectiva proudhoniana contribui para pensar limites normativos às formas de propriedade sobre a natureza. 

O direito comum aos bens da natureza decorre do fato de que todos os seres humanos compartilham necessidades igualmente legítimas e dependem das mesmas condições ecológicas para existir.

Esta formulação é distinta tanto do ambientalismo conservacionista quanto de certas correntes ecocêntricas, permitindo, assim, elaborar uma crítica das formas de ecologismo que preservam intactas as estruturas de propriedade e poder responsáveis pela degradação ambiental.

Há aí afinidade com a ecologia social que Murray Bookchin desenvolveria a partir dos anos 1950. 

Nesse sentido, a perspectiva ecológica proudhoniana, pensada a partir de fragmentos de O que é a propriedade? pode ser entendida como um dos primeiros esboços de uma ecologia política de inspiração anarquista.

Muito antecipadamente a obra forneceu elementos teóricos para aproximar a política ecológica da tradição socialista. Entretanto isto permaneceu latente na referida obra de 1840 e não foi desenvolvido pelo próprio autor nem pelos futuros partidários da anarquia.


Raphael Cruz

O rompimento de Murray Bookchin com o anarquismo

Murray Bookchin (1921-2006)


Se você se politizou nas alas mais à esquerda da esquerda, entre o final dos anos 1990 e o início dos 2000, é provável ter ouvido falar de Murray Bookchin.

Ele apareceu para mim, ao lado de pensadores como Noam Chomsky e David Graeber, como aqueles que estavam dando vida ao anarquismo no cenário político contemporâneo.

Já nos anos 2010, tomei contato com a informação de que Bookchin havia rompido com o anarquismo. 

Isso foi pouco antes de seu nome ganhar mais um sobre fôlego nas esquerdas devido à associação com  Abdullah Öcalan.

Öcalan é uma liderança da histórica luta curda, proponente do confederalismo democrático, um projeto socialista para o Oriente Médio e explicitamente inspirado na ecologia social de Bookchin.

Contudo, ontem, foi esclarecido de uma vez por todas para mim como se deu esse rompimento com o anarquismo. 

Isso ocorreu por meio de uma obra póstuma que estou entendendo ser quase uma espécie de testamento político.

Social ecology and communalism é uma ótima porta de entrada para conhecer o pensamento de Murray Bookchin, um dos mais criativos e longevos socialistas norte-americanos do século XX.

O livro é uma coletânea de ensaios organizada por Eirik Eiglad e foi publicado em 2007, um ano após o falecimento de Bookchin. 

Por isso mesmo, a obra oferece um ótimo panorama do desenvolvimento de sua ecologia social e a culminância dela no que ele nomeou de comunalismo.

A introdução escrita por Eiglad apresenta uma breve, mas sólida biografia do autor. 

Também consegue organizar os ensaios de maneira a fazer o leitor entender diferentes etapas do desenvolvimento teórico de Bookchin.

Em determinado momento do texto, o apresentador da obra afirma: "Ele (Murray Bookchin) rompeu abertamente com o anarquismo na segunda Conferência Internacional sobre Municipalismo Libertário, em Vermont, em 1999, e deixou claro que sua teoria da ecologia social precisa ser incorporada à ideologia que denominou comunalismo".

Eiglad aponta os desacordos de Bookchin com o anarquismo. 

Alguns me pareceram bastante válidos, como a crítica à falta de uma teoria do poder, baseada no caso histórico da Guerra Civil Espanhola. 

Contudo, acusações de niilismo e individualismo extremo no anarquismo me soaram como uma descrição circunscrita do cenário anarquista dos EUA entre o final dos anos 90 e início dos 2000. 

Bookchin parece ter ignorado, por desconhecimento, talvez, que os plataformistas russos e ucranianos do final dos anos 1920 já haviam realizado essa crítica interna ao campo. Contudo, entenderam o individualismo como um "desvio" do anarquismo histórico, e não como a sua "essência".

Já li em fóruns de internet, em tempos passados, que Bookchin simplesmente estava puto com toda a contaminação dos anarquistas pelo "anarquismo de estilo de vida" e resolveu "chutar o pau da barraca", jogando fora o bebê junto da água suja. 

Entretanto, não parece justo reputar isso a uma espécie de estado emocional ranzinza, já atribuído ao pensador em sua velhice.

A verdade é que, se você for uma leitora ou leitor atento de Bookchin, verá que o pensamento dele foi atravessado por um "ecletismo" teórico.

Este, muitas vezes, criativo, não confuso, uma mescla de anarquismo (antiestatismo, federalismo, autogestão), feminismo (crítica ao patriarcado, reconhecimento de hierarquias para além da classe social), marxismo (influência da Escola de Frankfurt) e ecologia (que deu o sabor especial ao seu pensamento).

Tudo fica mais compreensivo quando o próprio Bookchin escreve em Social ecology and communalism sobre ter aproveitado as melhores partes do marxismo e do anarquismo durante o desenvolvimento de seu próprio pensamento político.

De todo modo, entre os anos 1980 e 1990, quando amadurece sua proposta do municipalismo libertário, Bookchin já havia rompido com a estratégia antiestatista do anarquismo. Optando, em minha humilde avaliação, por uma contraditória e confusa construção estatista do poder popular.

O programa do municipalismo baseia-se na estratégia eleitoral de tomar prefeituras nos EUA, para impulsionar assembleias populares, confederá-las e criar um duplo poder frente ao Estado-nação. Algo, ao meu ver, não livre de alguma confusão política para alguém tão versado na história do socialismo e dos movimentos populares.

Se isso poderia fazer algum sentido na região da Nova Inglaterra, local onde Bookchin se estabeleceu e militou, não sei como poderia ser útil ou praticável em outros lugares, particularmente nas periferias do capitalismo.

Aqui cabe um ponto interessante sobre a apropriação curda da ecologia social.

O povo curdo teve que travar uma guerra para conseguir a administração autônoma de certos territórios. Isso não foi conquistado por meio de eleições, até onde eu sei.

De certa forma, no Oriente Médio, se deu o oposto da aposta estratégica de Bookchin: lá, primeiro se fez a guerra para conquistar a administração autônoma e assim organizar eleições locais, já sem a presença do Estado-nação.

Na proposta original do municipalismo libertário, primeiro se candidata em eleições, conquista-se prefeituras, cria-se assembleias populares para administrar a localidade ao invés do corpo profissional prefeitural.

Em seguida, confedera-se essas assembleias e, então, o Estado-nação, ao perder poder, desencadeia uma guerra com os municipalistas confederados.

O vislumbre de uma guerra entre o Estado e os municipalistas é uma etapa posterior no esquema de Bookchin. Na vida do povo curdo, foi a etapa inicial.

Agora, voltemos aos desacordos de Murray Bookchin com o anarquismo.

Outro rompimento anterior, mas no nível teórico, é quando ele abandona a centralidade da classe trabalhadora na construção de uma sociedade socialista. 

Graham Purchase, em Anarchism and social ecology: a critique of Murray Bookchin (1993), oferece um bom comentário sobre como a crítica específica do autor ao anarco-sindicalismo entre o fim dos anos 1970 e início dos 1980, já era um rompimento com o anarquismo em geral. 

Ao final, me parece ter sido um processo gradual o afastamento de Bookchin do anarquismo. O que acabou por levar a defesa do autor da associação da ecologia social com o comunalismo. 

Ainda assim, Bookchin merece ser lido e estudado com atenção e respeito por novas gerações de anarquistas. Principalmente pela abordagem dialética de base ecológica que ele oferta para entender as questões sociais e ambientais como indissociáveis para a construção do socialismo no século XXI.

Raphael Cruz


A crise ecológica, segundo a ecologia social




Este fluxograma é o produto de uma manhã de estudo sobre a ecologia social de Bookchin e Biehl.

Venho estudando o tema de maneira não muito sistemática desde 2022.

Para Bookchin e os sociais-ecologistas, a dominação da natureza deriva da dominação do homem sobre o homem.

É preciso primeiro dominar uma população para depois obrigá-la a construir uma barragem, por exemplo.

Os textos da ecologia social que embasaram esse fluxograma datam de 1980. Mantive-me fiel aos termos dos autores como "forças sociais", "espoliação da biosfera", "crise ecológica".

Os textos antecipam algo hoje compreensível, pelo menos para uma parte da sociedade: a crise ecológica possui causas sociais.

Uma crise produzida pelas classes economicamente dominantes em articulação, é claro, com as elites políticas. 

Recentemente essa questão é tratada nas ciências natuais e sociais a partir dos enquadramentos do Antropoceno e do Capitaloceno.

Bookchin ajudou a criar no socialismo uma sensibilidade socioecológica que remonta aos anos 1960 com seus primeiros textos sobre a temática ambiental.

Portanto, um pioneiro, ainda que pouco reconhecido.

O fluxograma busca representar graficamente um argumento basilar da ecologia social: a emergência histórica da hierarquia social e seus desdobramentos como o Estado e o capitalismo são forças sociais responsáveis pela crise ecológica vivida hoje.

Acho que cheguei a um bom resultado, mas estou com a sensação de que posso complexificar um pouco mais.

Agora, algumas palavras sobre esquemas gráficos.

Em minha vida de estudante, percebi só muito recentemente, 2011, talvez, que "desenhar", na forma de diagrama, fluxograma e demais esquemas gráficos, é algo que muito me ajuda a compreender certos argumentos das ciências sociais e da filosofia.

Recorri a esses "esquemas" como parte de minhas aulas quando me tornei professor em 2019. Percebi uma boa receptividade deles pelos discentes.

Desde então, estudo e leciono por meio desses "desenhos". Eles veem produzindo efeitos positivos tanto para mim quanto para meus alunos.

Raphael Cruz





Sindicalismo revolucionário e ecologia: uma bibliografia em construção (1989-2025)


Judi Bari (1949-1997),
pioneira da articulação prática entre ecologismo
e sindicalismo revolucionário


Esta bibliografia está em ordem cronológica.

Anos 1980

Jon Bekken, Anarcho-syndicalism and the environmental movement, Libertarian labor Review, Issue 6, Winter 1989, pp.15–16.

Anos 1990

KAUFMANN, Mark; DITZ, Jeff. Green syndicalism. Libertarian Labor Review, Chicago, n. 13, p. 41-42, verão 1992.

PURCHASE, Graham. Anarchism & Environmental Survival. Tucson, AZ: See Sharp Press, 1994.

BARI, Judi. Revolutionary ecology. 1995. Disponível em: https://theanarchistlibrary.org/library/judi-bari-revolutionary-ecology. Acesso em: 8 mar. 2025.

SHANTZ, Jeffrey A. Green Syndicalism: Towards a Radical Articulation of Ecology and Labour. PhD diss., University of Windsor, 1995.

PURCHASE, Graham. Social ecology, anarchism and trades unionism. In: ___. Deep ecology and anarchism: a polemic. London: Freedom Press, 1997. p. 23-35.

PURCHASE, Graham. Anarchism and Ecology. Montreal: Black Rose Books, 1997.

PURCHASE, Graham. Ecology, Capitalism and the State. Sydney: Jura Media, 1998.

SHANTZ, Jeffrey A.; ADAM, Barry D. Ecology and class: The green syndicalism of IWW/Earth First Local 1. International Journal of Sociology and Social Policy, v. 19, n. 7/8, p. 43-72, 1999.

SHANTZ, Jeffrey. Searching for peace in the "timber wars": a report on nonviolence and coalition building during the redwood summer. Peace Research, v. 31, n. 3, p. 1-12, 1999.

Anos 2000

SHANTZ, Jeff. Workers' control: ecology enters the machine. Social Anarchism, n. 31, p. 45, 2001.

SHANTZ, Jeff. Green Syndicalism: An Alternative Red-Green Vision. Environmental Politics 11 (4): 21-41, 2002.

SHANTZ, Jeffrey. Judi Bari and "The Feminization of Earth First!": The Convergence of Class, Gender and Radical Environmental. Feminist Review, v. 70, n. 1, p. 105-122, 2002.

SHANTZ, Jeffrey. Solidarity in the woods: redwood summer and alliances among radical ecology and timber workers. Environments, v. 30, n. 3, p. 79, 2002.

SHANTZ, Jeffrey. Scarcity and the emergence of fundamentalist ecology. Critique of Anthropology, v. 23, n. 2, p. 144-154, 2003.

SHANTZ, Jeff. Radical ecology and class struggle: a re-consideration. Critical Sociology, v. 30, n. 3, p. 691-710, 2004.

SHANTZ, Jeff. Syndicalism, ecology and feminism: Judi Bari’s vision. Common Voice, v. 3, 2005.

SHANTZ, J. The talking nature blues: radical ecology, discursive violence and the constitution of counter-hegemonic politics. Atenea: A Bilingual Journal of the Humanities and Social Sciences, v. 16, n. 1, p. 39-58, 2006.

JAKOPOVICH, Dan. Green unionism in theory and practice. Synthesis/Regeneration, n. 38, primavera 2007.

CONFEDERACIÓN GENERAL DEL TRABAJO (CGT). Curso de formación: ecologismo social y anarcosindicalismo. Madrid, 8 y 9 de febrero de 2008. CGT – Secretaría de Formación; Ecologistas en Acción, 2008.

SHANTZ, Jeff. Environmentality: technologies of government and the making of subjects. Electronic Green Journal, n. 26, p. 2, 2008.

WILLIAMS, Dana M. Red vs. green: regional variation of anarchist ideology in the United States. Journal of Political Ideologies, v. 14, n. 2, p. 189-210, 2009.

Anos 2010

SETHNESS CASTRO, Javier. Green Syndicalism vs. Anti-Civ: Social Revolution or Primitivist Reaction? A Polemic. Apresentação no Boston Anarchist Bookfair, 11 nov. 2013. Disponível em: https://ecology.iww.org/node/283. Acesso em: 8 mar. 2025.

SHANTZ, Jeff. On sabotage and pipelines: a green syndicalist commentary. 2015. Disponível em: https://theanarchistlibrary.org/library/jeff-shantz-on-sabotage-and-pipelines-a-green-syndicalist-commentary. Acesso em: 8 mar. 2025.

DE SOUZA, Luiz Enrique Vieira. O que é "sindicalismo verde"? Reconfigurações da "luta de classes" sob a crise ecológica do capitalismo. Plural, v. 23, n. 1, p. 128-134, 2016.

HEROD, James. Defeating capital to save the planet. Anarcho-Syndicalist Review, n. 69, 31 jan. 2017. Disponível em: https://syndicalist.us/2017/01/31/defeating-capital-to-save-the-planet/. Acesso em: 10 mar. 2025.

WETZEL, Tom. A green new deal. 2019. Disponível em: https://theanarchistlibrary.org/library/tom-wetzel-a-green-new-deal. Acesso em: 8 mar. 2025.

SHANTZ, Jeff. The Green New Deal and Indigenous labor-environmental alliances in Washington State. 2019. Disponível em: https://theanarchistlibrary.org/library/jeff-shantz-the-green-new-deal-and-indigenous-labor-environmental-alliances-in-washington-state. Acesso em: 8 mar. 2025.

Anos 2020

ANARCHO-SYNDICALIST REVIEW. Building a sustainable economy before capitalism kills us all. Anarcho-Syndicalist Review, n. 75, 16 jan. 2020. Disponível em: https://syndicalist.us/2020/01/16/building-a-sustainable-economy-before-capitalism-kills-us-all/. Acesso em: 10 mar. 2025.

BANGLADESH ANARCHO-SYNDICALIST FEDERATION. Global warming: get rid of capitalism! ASR, n. 78, inverno 2020.

BEKKEN, Jon. Labor & the climate crisis. Anarcho-Syndicalist Review, n. 78, inverno 2020.

WETZEL, Tom. Murray Bookchin’s legacy: a syndicalist critique. 2021. Disponível em: https://theanarchistlibrary.org/library/tom-wetzel-murray-bookchin-s-legacy. Acesso em: 8 mar. 2025.

SHANTZ, Jeff. Green syndicalism in the Arctic. 2021. Disponível em: https://theanarchistlibrary.org/library/jeff-shantz-green-syndicalism-in-the-arctic. Acesso em: 8 mar. 2025.

SHANTZ, Jeff. Green syndicalism: a very brief introduction. 2022. Disponível em: https://theanarchistlibrary.org/library/jeff-shantz-green-syndicalism-a-very-brief-introduction. Acesso em: 8 mar. 2025.

WETZEL, Tom. Climate change as class war. 2022. Disponível em: https://theanarchistlibrary.org/library/tom-wetzel-climate-change-as-class-war. Acesso em: 8 mar. 2025.

FERRERO, Genís. Un programa de clase ante el colapso. El Salto Diario, 11 set. 2023. Disponível em: https://www.elsaltodiario.com/politica/programa-clase-social-colapso-capitalista. Acesso em: 10 mar. 2025.

SHANTZ, Jeff. Canadian labor and green transition: bargaining for a green syndicalist view. 2023. Disponível em: https://libcom.org/article/canadian-labor-and-green-transition-bargaining-green-syndicalist-view-jeff-shantz. Acesso em: 8 mar. 2025.

SHANTZ, Jeff. Profits of Doom: Green Syndicalism and Tar Sands Worker Deaths. Anarcho-Syndicalist Review, 19 jun. 2023. Disponível em: https://syndicalist.us/2023/06/19/profits-of-doom/. Acesso em: 8 mar. 2025.

WETZEL, Tom. What is green syndicalism? 2023. Disponível em: https://theanarchistlibrary.org/library/tom-wetzel-what-is-green-syndicalism. Acesso em: 8 mar. 2025.

WETZEL, Tom. The future is degrowth: a review. 2023. Disponível em: https://znetwork.org/znetarticle/the-future-is-degrowth-a-review/. Acesso em: 8 mar. 2025.

WETZEL, Tom. The working-class stake in the fight against global warming. 2023. Disponível em: https://znetwork.org/znetarticle/the-working-class-stake-in-the-fight-against-global-warming/. Acesso em: 8 mar. 2025.

CARRETERO MIRAMAR, José Luis. Confluencia o barbarie: Clase trabajadora y lucha ecológica. Rojo y Negro, n. 395, dez. 2024. Disponível em: https://rojoynegro.info/publicacion/rojo-y-negro-no-395-diciembre-2024/. Acesso em: 10 mar. 2025.

WETZEL, Tom. Review of Common Preservation. 2024. Disponível em: https://znetwork.org/znetarticle/review-of-common-preservation/. Acesso em: 8 mar. 2025.

WETZEL, Tom. The challenge and reality of the green energy transition: a reply to Peter Gelderloos. 2024. Disponível em: https://znetwork.org/znetarticle/the-challenge-and-reality-of-the-green-energy-transition-a-reply-to-peter-gelderloos/. Acesso em: 8 mar. 2025.

WETZEL, Tom. Green transition: from above or from below? 2025. Disponível em: https://znetwork.org/znetarticle/green-transition-from-above-or-from-below/. Acesso em: 8 mar. 2025.

O maior legado de um velhinho de Vermont

 Noto que a ecologia social de Bookchin assumiu alguma importância para os movimentos sociais e ecológicos entre o fim dos anos 1960 e o início da década de 1990, ao ponto de receber críticas tanto de direita (ecologia profunda) como de esquerda (anarcossindicalismo).

Os textos de Murray Bookchin sobre agricultura, produzidos entre 1962 e 1976, são um primor de bem escritos e relevantes para o contexto do sul global devido à ênfase dada pelo autor aos prejuízos sociais e ecológicos promovidos pelo uso indiscriminado de agrotóxicos.

Na minha opinião, a principal contribuição de Murray Bookchin não foi a estratégia política do municipalismo “libertário”, mas a inserção de um paradigma ecológico nos projetos socialistas.

Essa foi a contribuição mais universal do velhinho de Vermont, justamente por não estar tão presa às particularidades culturais da Nova Inglaterra, ao contrário da ideia de ganhar prefeituras pelo voto e depois submetê-las às assembleias de cidadãos.


Questão ambiental como questão social

 Hoje, eu e a bióloga Dra. Regiane Soares mediamos a palestra da Dra. Dolores Silva (UFPA) intitulada Racismo ambiental, mudanças climáticas e direitos humanos. A mesma ocorreu no âmbito da VI Semana de Pedagogia do Campus Amílcar Ferreira Sobral, da UFPI.

Dolores apresentou uma interessante reflexão a partir da noção de racismo ambiental sobre as afetações desiguais das mudanças climáticas. Com formação em sociologia política pelo antigo IUPERJ, a socióloga trabalhou os aspectos políticos das mudanças climáticas e sua interface com os direitos humanos das populações vulnerabilizadas.

Em diálogo com Dolores e Regiane, argumentei que, em um planeta que esquenta e os oceanos acidificam, a questão social passa a ser cada vez mais uma questão socioambiental, e um tema incontornável da contemporaneidade.

Em um planeta em que respirar se torna uma luta, a questão ambiental atravessa o gênero, a raça e a classe, força o capitalismo a se reinventar como verde e ao Estado dar respostas. Provoca também as ciências sociais e naturais a ousarem e dar um passo para além das políticas públicas", recolocando na ordem do dia um debate tão complexo quanto inadiável sobre o modelo societário de que necessitamos para respirar e viver com dignidade.

Raphael Cruz

A cooptação da ecologia pelos capitalistas

Brian Morris (1936-)


APRESENTAÇÃO

Esta é uma tradução livre do artigo Ecology and its recuperation by capitalists, escrito por Brian Morris para a centenária publicação libertária inglesa Freedom, e disponível na Anarchist Library. Uma primeira versão desta tradução foi publicada em meu outro blog Sociedade de Quintais e no site da editora Terra sem Amos.

Raphael Cruz


A COOPTAÇÃO DA ECOLOGIA PELOS CAPITALISTAS

Há muito tempo, o biólogo Paul Sears descreveu a ecologia como a “ciência subversiva” e não há dúvida de que, quando me envolvi com questões ambientais pela primeira vez, na década de 1960, a ecologia era vista como um movimento radical. Os escritos de Barry Commoner e Murray Bookchin enfatizaram que estávamos enfrentando uma crise ecológica iminente e que as raízes desta crise estavam enraizadas em um sistema econômico - o capitalismo - que era voltado não para o bem-estar humano, mas para a geração de lucro, que não via limites para o crescimento ou a tecnologia, comemorando as conquistas da “megamáquina”.

Em última análise, foi sentido, por Commoner e Bookchin, que o capitalismo era destrutivo não apenas para nós, mas para toda a estrutura da vida no planeta. Pois a ética subjacente do capitalismo era de fato a dominação tecnológica da Natureza, uma ética que via a biosfera como sem valor intrínseco; era simplesmente um recurso a ser explorado pelo capital.

Há mais de trinta anos, Bookchin estava descrevendo o capitalismo como “saqueando” a terra em busca de lucros e destacando com alguma presciência - muito antes de Al Gore e George Monbiot - os problemas do aquecimento global - que o crescente manto de dióxido de carbono levaria para padrões de tempestade destrutivos e, eventualmente, para o derretimento das calotas polares e aumento do nível do mar (em “Post scarcity anarchism”, 1971, p. 60).

Isso foi além de muitos outros problemas ecológicos que Bookchin identificou como constituindo a "crise moderna" - desmatamento, urbanização, o impacto da agricultura industrial, poluição dos oceanos, produtos químicos tóxicos e aditivos alimentares, e a destruição desenfreada da vida selvagem e da perda subsequente da diversidade de espécies.

A crítica ecológica pioneira de Bookchin ao capitalismo industrial foi mais recentemente reafirmada (com pouco reconhecimento a Bookchin!) No excelente “The Enemy of Nature” (2002) de Joel Kovel - o inimigo, é claro, o capitalismo global.

Como as coisas mudaram! O “aquecimento global” está agora firmemente na agenda política, reconhecido por quase todos, exceto alguns neoliberais de direita obstinados, e todos estão sendo persuadidos a encontrar maneiras de “salvar” o planeta. Essa arrogância é bastante incompreensível! Os humanos são totalmente incapazes de destruir o planeta; o que eles estão fazendo por meio de um sistema econômico baseado na ganância e na exploração é tornar muitas partes da terra virtualmente inabitáveis ​​para os humanos e outras formas de vida.

Questões “ecológicas” ou “verdes” têm, portanto, sido adotadas por indivíduos e grupos de todo o espectro político. Até os neonazistas afirmam ser anti-capitalistas e abraçar a perspectiva verde. Portanto, você não ficará surpreso ao saber que a maioria das grandes corporações transnacionais - incluindo Shell, Nestlé e Coca Cola - embarcaram no movimento verde e estão exigindo com entusiasmo que todos reduzamos nossas emissões de carbono.

Então, o que está acontecendo? Quatro tendências, eu acho, são dignas de nota.

1. As corporações capitalistas estão agora em processo de “tornar mais verde” sua imagem pública. Algo em que a corporação Shell está engajada há várias décadas, devido ao seu péssimo histórico em termos de destruição ambiental. Seria difícil encontrar qualquer grande empresa transnacional hoje em dia que não clama e anuncia com orgulho sua sensibilidade ecológica e suas credenciais “verdes”.

2. Embora a maioria das pessoas agora reconheça que existe uma crise ambiental, esforços estão sendo continuamente feitos para nos convencer de que essa crise não tem nada a ver com a economia capitalista em si. Ecologistas profundos há muito nos informam que tudo se deve à falta de espiritualidade, ou que há muitas pessoas, ou mesmo que os humanos são por natureza “alienígenas” ou “parasitas” indesejados na Terra. Esses sentimentos misantrópicos foram criticados há muito tempo por Bookchin. Portanto, de acordo com Jonathan Porritt (um conselheiro do New Labour para questões ambientais), o que precisamos é um casamento adequado entre capitalismo e espiritualismo! Deus me livre! 

Os especialistas em desenvolvimento, ao contrário, culpam os problemas ecológicos, como o desmatamento, às vítimas, os camponeses pobres que, por sua pobreza e falta de técnicas agrícolas modernas, estão destruindo - dizem - as florestas. Considerando que, é claro, os principais culpados são as empresas madeireiras, as empresas de mineração, como Vedanta e Rio Tinto, e as empresas de pecuária em expansão que atendem à crescente demanda por carne.

Os especialistas em desenvolvimento criaram há muito tempo o conceito de “desenvolvimento sustentável”. Isso não tem nada a ver com a conservação da Natureza; é tudo uma questão de sustentar o “desenvolvimento”, ou seja, o crescimento capitalista. 

O que também obscurece a questão é a sugestão de que o aquecimento global e outras questões ambientais não se relaciona com um sistema econômico voltado para o crescimento e o lucro privado: deve-se exclusivamente às ações de “consumidores” individuais. Portanto, todos nós somos instados a fazer o que pudermos para “salvar” o planeta.

3. Esta louvável preocupação com o meio ambiente por parte das corporações transnacionais é claramente uma frente para permitir que essas corporações busquem novas oportunidades de expansão capitalista e de geração de mais lucro. Assim, parques eólicos industriais cobrindo grandes áreas do campo, a produção crescente de biocombustíveis (às custas da produção de alimentos) e a expansão e exportação da indústria nuclear para todas as partes do mundo, todas essas três iniciativas são anunciadas como grandes maneiras de cortar “emissões de carbono” e assim ajudar a salvar o planeta! Mas a que custo social e ecológico? Vale ressaltar que cada uma dessas iniciativas está nas mãos de grandes empresas, amplamente subsidiadas pelos governos ocidentais.

4. Por fim, o que também vivenciamos nas últimas décadas, ao lado da defesa do capitalismo verde, é a emergência do conceito de “gestão global”. Para proteger o planeta, portanto, precisamos (dizem-nos) é de uma infinidade de especialistas em conservação e ecotecnocratas para monitorar o planeta e oferecer conselhos a governos e corporações transnacionais sobre a melhor forma de “salvar” o planeta. Mas “salvar” o planeta, como Wolfgang Sachs argumentou (em “Planet Dialectics”, 1999) é na verdade pouco mais do que uma justificativa para uma nova onda de intervenções do Estado na vida das pessoas comuns.

Os anarquistas precisam ser cautelosos e críticos com cada uma dessas quatro tendências. Precisamos, portanto, desenvolver um projeto que combine socialismo (não o individualismo radical dos estetas nietzschianos) e uma sensibilidade ecológica (não neo-primitivismo) como sugeriram Peter Kropotkin, Edward Carpenter e Eliseé Reclus há muito tempo.

Brian Morris 

Teses sobre a ecologia social

Murray Bookchin (1921-2006) e Janet Biehl (1953-)



APRESENTAÇÃO

Esta é uma tradução de partes do texto de Janet Biehl, intitulado Teses sobre a ecologia social e ecologia profunda, escrito em 1º de agosto de 1995. O texto foi originalmente disponibilizado no site do Institute for Social Ecology. A tradução, baseou-se no mesmo texto disponível na The Anarchist Library.

O mérito de Biehl é condensar em teses, a complexidade do pensamento de Murray Bookchin, que foi elaborado a partir de um diálogo crítico e racionalista entre filosofia da natureza e teoria social, realizado pelo autor entre os anos 1950 e 2000.

Raphael Cruz

***

TESES SOBRE A ECOLOGIA SOCIAL

Janet Biehl

I

A ecologia social argumenta que a ideia de dominar a natureza resultou da dominação do humano pelo humano, e não o contrário. Ou seja, as causas da crise ecológica são, em última instância e fundamentalmente, de natureza social. A emergência histórica de hierarquias, classes, estados e, finalmente, a economia de mercado e o próprio capitalismo são as forças sociais que produziram, tanto ideológica quanto materialmente, a atual espoliação da biosfera.

II

A ecologia social vê o mundo natural como um processo – e não apenas qualquer processo, mas um desenvolvimento em direção à crescente complexidade e subjetividade. Este desenvolvimento não foi predeterminado desde o início e não precisava ter ocorrido, mas retrospectivamente a complexidade crescente da evolução natural e o desenvolvimento de subjetividade crescente são impossíveis de ignorar. Com o surgimento dos seres humanos, os processos evolutivos biológicos (primeira natureza) continuaram e foram suprimidos por processos evolutivos sociais e culturais (segunda natureza). Ao contrário da sociobiologia, que reduz o social ao biológico, a ecologia social enfatiza as gradações entre a primeira e a segunda natureza: a segunda natureza emergiu da primeira natureza. No entanto, a fronteira entre a natureza humana e não humana é real e articulada.

III

A ecologia social visa reintegrar o desenvolvimento social humano com o desenvolvimento biológico, e as comunidades humanas com as ecocomunidades, produzindo uma sociedade racional e ecológica. A mera presença biológica de humanos em grande número não determina o tipo de sociedade que formarão. Mesmo um grande número de seres humanos é capaz de organizar a sociedade de acordo com linhas que não apenas não destroem a natureza primária, mas até a aprimoram. Uma combinação sensível de ecotécnica e tecnologias existentes aplicadas com prudência constitui a base tecnológica para a pós-escassez, proporcionando aos humanos, tempo livre para administrar os seus assuntos sociais, políticos e econômicos de acordo com linhas racionais e promover e restaurar a complexidade ecológica da primeira natureza.

IV

A ecologia social afirma abertamente que os seres humanos são potencialmente a forma de vida mais avançada que a evolução natural produziu, em aspectos cruciais de inteligência, capacidade moral e destreza - o que de forma alguma fornece uma licença para os humanos destruírem arbitrariamente a primeira natureza. De fato, numa sociedade racional, os seres humanos poderiam ser a natureza tornada autoconsciente. Claramente, faz parte da sua composição evolutiva intervir no mundo natural; o que não está determinado é se essa intervenção será ecologicamente benigna ou maligna, um problema que é resolvido pelo tipo de sociedade que eles criam.

V

A ecologia social, embora enfatize fortemente a necessidade de uma sensibilidade ecológica, de fato uma ética da complementaridade, afirma que enfrentar a crise ecológica requer engajar-se em atividades sociais e políticas para confrontar e, finalmente, eliminar as suas causas sociais objetivas: o capitalismo, a hierarquia social e o Estado-nação. A dimensão política da ecologia social, o municipalismo libertário, é um programa para estabelecer democracias diretas, face à face e confederá-las num poder dual para enfrentar essas forças. A ecologia social situa-se assim na tradição iluminista e revolucionária.

VI

A ecologia social argumenta que uma das características distintivas dos seres humanos, a sua capacidade de raciocinar num alto nível de generalidade, dá-lhes a capacidade de entender potencialmente os processos naturais e potencialmente organizarem a sociedade de acordo com linhas ecológicas e racionais. Ao mesmo tempo, em que critica as reivindicações onipresentes de um racionalismo de “meios-fins” que historicamente instrumentalizou fenômenos humanos e não humanos, ela avança um raciocínio dialético que é apropriado para compreender os processos evolucionários sociais e naturais humanos. Em si, ele incorpora esse compromisso com a racionalidade ao defender e demonstrar coerência no pensamento social.


Treinando numa Smartfit pela primeira vez

  Brasília, 02 de julho de 2026 1. Primeira vez numa Smartfit. 2.  Achei escura. A última vez que estive num lugar assim foi num show de ...