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A crise ecológica, segundo a ecologia social




Este fluxograma é o produto de uma manhã de estudo sobre a ecologia social de Bookchin e Biehl.

Venho estudando o tema de maneira não muito sistemática desde 2022.

Para Bookchin e os sociais-ecologistas, a dominação da natureza deriva da dominação do homem sobre o homem.

É preciso primeiro dominar uma população para depois obrigá-la a construir uma barragem, por exemplo.

Os textos da ecologia social que embasaram esse fluxograma datam de 1980. Mantive-me fiel aos termos dos autores como "forças sociais", "espoliação da biosfera", "crise ecológica".

Os textos antecipam algo hoje compreensível, pelo menos para uma parte da sociedade: a crise ecológica possui causas sociais.

Uma crise produzida pelas classes economicamente dominantes em articulação, é claro, com as elites políticas. 

Recentemente essa questão é tratada nas ciências natuais e sociais a partir dos enquadramentos do Antropoceno e do Capitaloceno.

Bookchin ajudou a criar no socialismo uma sensibilidade socioecológica que remonta aos anos 1960 com seus primeiros textos sobre a temática ambiental.

Portanto, um pioneiro, ainda que pouco reconhecido.

O fluxograma busca representar graficamente um argumento basilar da ecologia social: a emergência histórica da hierarquia social e seus desdobramentos como o Estado e o capitalismo são forças sociais responsáveis pela crise ecológica vivida hoje.

Acho que cheguei a um bom resultado, mas estou com a sensação de que posso complexificar um pouco mais.

Agora, algumas palavras sobre esquemas gráficos.

Em minha vida de estudante, percebi só muito recentemente, 2011, talvez, que "desenhar", na forma de diagrama, fluxograma e demais esquemas gráficos, é algo que muito me ajuda a compreender certos argumentos das ciências sociais e da filosofia.

Recorri a esses "esquemas" como parte de minhas aulas quando me tornei professor em 2019. Percebi uma boa receptividade deles pelos discentes.

Desde então, estudo e leciono por meio desses "desenhos". Eles veem produzindo efeitos positivos tanto para mim quanto para meus alunos.

Raphael Cruz





Sindicalismo revolucionário e ecologia: uma bibliografia em construção (1989-2025)


Judi Bari (1949-1997),
pioneira da articulação prática entre ecologismo
e sindicalismo revolucionário


Esta bibliografia está em ordem cronológica.

Anos 1980

Jon Bekken, Anarcho-syndicalism and the environmental movement, Libertarian labor Review, Issue 6, Winter 1989, pp.15–16.

Anos 1990

KAUFMANN, Mark; DITZ, Jeff. Green syndicalism. Libertarian Labor Review, Chicago, n. 13, p. 41-42, verão 1992.

PURCHASE, Graham. Anarchism & Environmental Survival. Tucson, AZ: See Sharp Press, 1994.

BARI, Judi. Revolutionary ecology. 1995. Disponível em: https://theanarchistlibrary.org/library/judi-bari-revolutionary-ecology. Acesso em: 8 mar. 2025.

SHANTZ, Jeffrey A. Green Syndicalism: Towards a Radical Articulation of Ecology and Labour. PhD diss., University of Windsor, 1995.

PURCHASE, Graham. Social ecology, anarchism and trades unionism. In: ___. Deep ecology and anarchism: a polemic. London: Freedom Press, 1997. p. 23-35.

PURCHASE, Graham. Anarchism and Ecology. Montreal: Black Rose Books, 1997.

PURCHASE, Graham. Ecology, Capitalism and the State. Sydney: Jura Media, 1998.

SHANTZ, Jeffrey A.; ADAM, Barry D. Ecology and class: The green syndicalism of IWW/Earth First Local 1. International Journal of Sociology and Social Policy, v. 19, n. 7/8, p. 43-72, 1999.

SHANTZ, Jeffrey. Searching for peace in the "timber wars": a report on nonviolence and coalition building during the redwood summer. Peace Research, v. 31, n. 3, p. 1-12, 1999.

Anos 2000

SHANTZ, Jeff. Workers' control: ecology enters the machine. Social Anarchism, n. 31, p. 45, 2001.

SHANTZ, Jeff. Green Syndicalism: An Alternative Red-Green Vision. Environmental Politics 11 (4): 21-41, 2002.

SHANTZ, Jeffrey. Judi Bari and "The Feminization of Earth First!": The Convergence of Class, Gender and Radical Environmental. Feminist Review, v. 70, n. 1, p. 105-122, 2002.

SHANTZ, Jeffrey. Solidarity in the woods: redwood summer and alliances among radical ecology and timber workers. Environments, v. 30, n. 3, p. 79, 2002.

SHANTZ, Jeffrey. Scarcity and the emergence of fundamentalist ecology. Critique of Anthropology, v. 23, n. 2, p. 144-154, 2003.

SHANTZ, Jeff. Radical ecology and class struggle: a re-consideration. Critical Sociology, v. 30, n. 3, p. 691-710, 2004.

SHANTZ, Jeff. Syndicalism, ecology and feminism: Judi Bari’s vision. Common Voice, v. 3, 2005.

SHANTZ, J. The talking nature blues: radical ecology, discursive violence and the constitution of counter-hegemonic politics. Atenea: A Bilingual Journal of the Humanities and Social Sciences, v. 16, n. 1, p. 39-58, 2006.

JAKOPOVICH, Dan. Green unionism in theory and practice. Synthesis/Regeneration, n. 38, primavera 2007.

CONFEDERACIÓN GENERAL DEL TRABAJO (CGT). Curso de formación: ecologismo social y anarcosindicalismo. Madrid, 8 y 9 de febrero de 2008. CGT – Secretaría de Formación; Ecologistas en Acción, 2008.

SHANTZ, Jeff. Environmentality: technologies of government and the making of subjects. Electronic Green Journal, n. 26, p. 2, 2008.

WILLIAMS, Dana M. Red vs. green: regional variation of anarchist ideology in the United States. Journal of Political Ideologies, v. 14, n. 2, p. 189-210, 2009.

Anos 2010

SETHNESS CASTRO, Javier. Green Syndicalism vs. Anti-Civ: Social Revolution or Primitivist Reaction? A Polemic. Apresentação no Boston Anarchist Bookfair, 11 nov. 2013. Disponível em: https://ecology.iww.org/node/283. Acesso em: 8 mar. 2025.

SHANTZ, Jeff. On sabotage and pipelines: a green syndicalist commentary. 2015. Disponível em: https://theanarchistlibrary.org/library/jeff-shantz-on-sabotage-and-pipelines-a-green-syndicalist-commentary. Acesso em: 8 mar. 2025.

DE SOUZA, Luiz Enrique Vieira. O que é "sindicalismo verde"? Reconfigurações da "luta de classes" sob a crise ecológica do capitalismo. Plural, v. 23, n. 1, p. 128-134, 2016.

HEROD, James. Defeating capital to save the planet. Anarcho-Syndicalist Review, n. 69, 31 jan. 2017. Disponível em: https://syndicalist.us/2017/01/31/defeating-capital-to-save-the-planet/. Acesso em: 10 mar. 2025.

WETZEL, Tom. A green new deal. 2019. Disponível em: https://theanarchistlibrary.org/library/tom-wetzel-a-green-new-deal. Acesso em: 8 mar. 2025.

SHANTZ, Jeff. The Green New Deal and Indigenous labor-environmental alliances in Washington State. 2019. Disponível em: https://theanarchistlibrary.org/library/jeff-shantz-the-green-new-deal-and-indigenous-labor-environmental-alliances-in-washington-state. Acesso em: 8 mar. 2025.

Anos 2020

ANARCHO-SYNDICALIST REVIEW. Building a sustainable economy before capitalism kills us all. Anarcho-Syndicalist Review, n. 75, 16 jan. 2020. Disponível em: https://syndicalist.us/2020/01/16/building-a-sustainable-economy-before-capitalism-kills-us-all/. Acesso em: 10 mar. 2025.

BANGLADESH ANARCHO-SYNDICALIST FEDERATION. Global warming: get rid of capitalism! ASR, n. 78, inverno 2020.

BEKKEN, Jon. Labor & the climate crisis. Anarcho-Syndicalist Review, n. 78, inverno 2020.

WETZEL, Tom. Murray Bookchin’s legacy: a syndicalist critique. 2021. Disponível em: https://theanarchistlibrary.org/library/tom-wetzel-murray-bookchin-s-legacy. Acesso em: 8 mar. 2025.

SHANTZ, Jeff. Green syndicalism in the Arctic. 2021. Disponível em: https://theanarchistlibrary.org/library/jeff-shantz-green-syndicalism-in-the-arctic. Acesso em: 8 mar. 2025.

SHANTZ, Jeff. Green syndicalism: a very brief introduction. 2022. Disponível em: https://theanarchistlibrary.org/library/jeff-shantz-green-syndicalism-a-very-brief-introduction. Acesso em: 8 mar. 2025.

WETZEL, Tom. Climate change as class war. 2022. Disponível em: https://theanarchistlibrary.org/library/tom-wetzel-climate-change-as-class-war. Acesso em: 8 mar. 2025.

FERRERO, Genís. Un programa de clase ante el colapso. El Salto Diario, 11 set. 2023. Disponível em: https://www.elsaltodiario.com/politica/programa-clase-social-colapso-capitalista. Acesso em: 10 mar. 2025.

SHANTZ, Jeff. Canadian labor and green transition: bargaining for a green syndicalist view. 2023. Disponível em: https://libcom.org/article/canadian-labor-and-green-transition-bargaining-green-syndicalist-view-jeff-shantz. Acesso em: 8 mar. 2025.

SHANTZ, Jeff. Profits of Doom: Green Syndicalism and Tar Sands Worker Deaths. Anarcho-Syndicalist Review, 19 jun. 2023. Disponível em: https://syndicalist.us/2023/06/19/profits-of-doom/. Acesso em: 8 mar. 2025.

WETZEL, Tom. What is green syndicalism? 2023. Disponível em: https://theanarchistlibrary.org/library/tom-wetzel-what-is-green-syndicalism. Acesso em: 8 mar. 2025.

WETZEL, Tom. The future is degrowth: a review. 2023. Disponível em: https://znetwork.org/znetarticle/the-future-is-degrowth-a-review/. Acesso em: 8 mar. 2025.

WETZEL, Tom. The working-class stake in the fight against global warming. 2023. Disponível em: https://znetwork.org/znetarticle/the-working-class-stake-in-the-fight-against-global-warming/. Acesso em: 8 mar. 2025.

CARRETERO MIRAMAR, José Luis. Confluencia o barbarie: Clase trabajadora y lucha ecológica. Rojo y Negro, n. 395, dez. 2024. Disponível em: https://rojoynegro.info/publicacion/rojo-y-negro-no-395-diciembre-2024/. Acesso em: 10 mar. 2025.

WETZEL, Tom. Review of Common Preservation. 2024. Disponível em: https://znetwork.org/znetarticle/review-of-common-preservation/. Acesso em: 8 mar. 2025.

WETZEL, Tom. The challenge and reality of the green energy transition: a reply to Peter Gelderloos. 2024. Disponível em: https://znetwork.org/znetarticle/the-challenge-and-reality-of-the-green-energy-transition-a-reply-to-peter-gelderloos/. Acesso em: 8 mar. 2025.

WETZEL, Tom. Green transition: from above or from below? 2025. Disponível em: https://znetwork.org/znetarticle/green-transition-from-above-or-from-below/. Acesso em: 8 mar. 2025.

Efeitos atmosféricos do agronegócio

 Nessa semana, o agronegócio submeteu a qualidade de nossa respiração à produção de commodities para exportação. Se tornou uma apropriação da terra e da atmosfera. O que implica um novo nível de latifundiarização ou de ambientalização do latifúndio.

A cooptação da ecologia pelos capitalistas

Brian Morris (1936-)


APRESENTAÇÃO

Esta é uma tradução livre do artigo Ecology and its recuperation by capitalists, escrito por Brian Morris para a centenária publicação libertária inglesa Freedom, e disponível na Anarchist Library. Uma primeira versão desta tradução foi publicada em meu outro blog Sociedade de Quintais e no site da editora Terra sem Amos.

Raphael Cruz


A COOPTAÇÃO DA ECOLOGIA PELOS CAPITALISTAS

Há muito tempo, o biólogo Paul Sears descreveu a ecologia como a “ciência subversiva” e não há dúvida de que, quando me envolvi com questões ambientais pela primeira vez, na década de 1960, a ecologia era vista como um movimento radical. Os escritos de Barry Commoner e Murray Bookchin enfatizaram que estávamos enfrentando uma crise ecológica iminente e que as raízes desta crise estavam enraizadas em um sistema econômico - o capitalismo - que era voltado não para o bem-estar humano, mas para a geração de lucro, que não via limites para o crescimento ou a tecnologia, comemorando as conquistas da “megamáquina”.

Em última análise, foi sentido, por Commoner e Bookchin, que o capitalismo era destrutivo não apenas para nós, mas para toda a estrutura da vida no planeta. Pois a ética subjacente do capitalismo era de fato a dominação tecnológica da Natureza, uma ética que via a biosfera como sem valor intrínseco; era simplesmente um recurso a ser explorado pelo capital.

Há mais de trinta anos, Bookchin estava descrevendo o capitalismo como “saqueando” a terra em busca de lucros e destacando com alguma presciência - muito antes de Al Gore e George Monbiot - os problemas do aquecimento global - que o crescente manto de dióxido de carbono levaria para padrões de tempestade destrutivos e, eventualmente, para o derretimento das calotas polares e aumento do nível do mar (em “Post scarcity anarchism”, 1971, p. 60).

Isso foi além de muitos outros problemas ecológicos que Bookchin identificou como constituindo a "crise moderna" - desmatamento, urbanização, o impacto da agricultura industrial, poluição dos oceanos, produtos químicos tóxicos e aditivos alimentares, e a destruição desenfreada da vida selvagem e da perda subsequente da diversidade de espécies.

A crítica ecológica pioneira de Bookchin ao capitalismo industrial foi mais recentemente reafirmada (com pouco reconhecimento a Bookchin!) No excelente “The Enemy of Nature” (2002) de Joel Kovel - o inimigo, é claro, o capitalismo global.

Como as coisas mudaram! O “aquecimento global” está agora firmemente na agenda política, reconhecido por quase todos, exceto alguns neoliberais de direita obstinados, e todos estão sendo persuadidos a encontrar maneiras de “salvar” o planeta. Essa arrogância é bastante incompreensível! Os humanos são totalmente incapazes de destruir o planeta; o que eles estão fazendo por meio de um sistema econômico baseado na ganância e na exploração é tornar muitas partes da terra virtualmente inabitáveis ​​para os humanos e outras formas de vida.

Questões “ecológicas” ou “verdes” têm, portanto, sido adotadas por indivíduos e grupos de todo o espectro político. Até os neonazistas afirmam ser anti-capitalistas e abraçar a perspectiva verde. Portanto, você não ficará surpreso ao saber que a maioria das grandes corporações transnacionais - incluindo Shell, Nestlé e Coca Cola - embarcaram no movimento verde e estão exigindo com entusiasmo que todos reduzamos nossas emissões de carbono.

Então, o que está acontecendo? Quatro tendências, eu acho, são dignas de nota.

1. As corporações capitalistas estão agora em processo de “tornar mais verde” sua imagem pública. Algo em que a corporação Shell está engajada há várias décadas, devido ao seu péssimo histórico em termos de destruição ambiental. Seria difícil encontrar qualquer grande empresa transnacional hoje em dia que não clama e anuncia com orgulho sua sensibilidade ecológica e suas credenciais “verdes”.

2. Embora a maioria das pessoas agora reconheça que existe uma crise ambiental, esforços estão sendo continuamente feitos para nos convencer de que essa crise não tem nada a ver com a economia capitalista em si. Ecologistas profundos há muito nos informam que tudo se deve à falta de espiritualidade, ou que há muitas pessoas, ou mesmo que os humanos são por natureza “alienígenas” ou “parasitas” indesejados na Terra. Esses sentimentos misantrópicos foram criticados há muito tempo por Bookchin. Portanto, de acordo com Jonathan Porritt (um conselheiro do New Labour para questões ambientais), o que precisamos é um casamento adequado entre capitalismo e espiritualismo! Deus me livre! 

Os especialistas em desenvolvimento, ao contrário, culpam os problemas ecológicos, como o desmatamento, às vítimas, os camponeses pobres que, por sua pobreza e falta de técnicas agrícolas modernas, estão destruindo - dizem - as florestas. Considerando que, é claro, os principais culpados são as empresas madeireiras, as empresas de mineração, como Vedanta e Rio Tinto, e as empresas de pecuária em expansão que atendem à crescente demanda por carne.

Os especialistas em desenvolvimento criaram há muito tempo o conceito de “desenvolvimento sustentável”. Isso não tem nada a ver com a conservação da Natureza; é tudo uma questão de sustentar o “desenvolvimento”, ou seja, o crescimento capitalista. 

O que também obscurece a questão é a sugestão de que o aquecimento global e outras questões ambientais não se relaciona com um sistema econômico voltado para o crescimento e o lucro privado: deve-se exclusivamente às ações de “consumidores” individuais. Portanto, todos nós somos instados a fazer o que pudermos para “salvar” o planeta.

3. Esta louvável preocupação com o meio ambiente por parte das corporações transnacionais é claramente uma frente para permitir que essas corporações busquem novas oportunidades de expansão capitalista e de geração de mais lucro. Assim, parques eólicos industriais cobrindo grandes áreas do campo, a produção crescente de biocombustíveis (às custas da produção de alimentos) e a expansão e exportação da indústria nuclear para todas as partes do mundo, todas essas três iniciativas são anunciadas como grandes maneiras de cortar “emissões de carbono” e assim ajudar a salvar o planeta! Mas a que custo social e ecológico? Vale ressaltar que cada uma dessas iniciativas está nas mãos de grandes empresas, amplamente subsidiadas pelos governos ocidentais.

4. Por fim, o que também vivenciamos nas últimas décadas, ao lado da defesa do capitalismo verde, é a emergência do conceito de “gestão global”. Para proteger o planeta, portanto, precisamos (dizem-nos) é de uma infinidade de especialistas em conservação e ecotecnocratas para monitorar o planeta e oferecer conselhos a governos e corporações transnacionais sobre a melhor forma de “salvar” o planeta. Mas “salvar” o planeta, como Wolfgang Sachs argumentou (em “Planet Dialectics”, 1999) é na verdade pouco mais do que uma justificativa para uma nova onda de intervenções do Estado na vida das pessoas comuns.

Os anarquistas precisam ser cautelosos e críticos com cada uma dessas quatro tendências. Precisamos, portanto, desenvolver um projeto que combine socialismo (não o individualismo radical dos estetas nietzschianos) e uma sensibilidade ecológica (não neo-primitivismo) como sugeriram Peter Kropotkin, Edward Carpenter e Eliseé Reclus há muito tempo.

Brian Morris 

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