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O realismo anarquista de Berneri: uma crítica interna ao otimismo revolucionário

Camillo Berneri (1897-1937)

 Graças a uma determinada formação política que recebi, aprendi a enxergar o anarquismo não como um bloco homogêneo onde todos os pensadores e pensadoras concordavam entre si. 

Aprendi a ver nesse campo politico específico, um campo de tensões, concordâncias e discordâncias.

Sempre aprendo bastante com textos que examinam esses pontos de tensão e discórdia.

Um deles, que li recentemente, foi Por un programma de acción communalista, de autoria do italiano Camillo Berneri, publicado em 1926.

Não é demais dizer que o escrito é um acerto de contas com a tradição clássica do anarco-comunismo.

Ao criticar Peter Kropotkin, Errico Malatesta e Luigi Fabbri, Camillo Berneri não está rompendo com o anarco-comunismo clássico, mas tensionando alguns de seus limites. 

Sua objeção não é doutrinária nem moral; é estratégica. Ele não diz que lhes falta radicalidade, mas política. 

Em vez de rejeitar o comunismo libertário, pergunta algo mais incômodo: por que, sendo eticamente tão potente, ele fracassa em oferecer respostas operativas para os problemas concretos da revolução?

A primeira crítica é antropológica. Berneri vê em Kropotkin uma confiança excessiva na natureza cooperativa humana, como se a solidariedade estivesse latente e bastasse remover o Estado para que emergisse espontaneamente. 

A “iniciativa popular” aparece, então, quase como um gênio coletivo inevitável. 

Para Berneri, isso é uma idealização: povos reais não são moralmente homogêneos, nem carregam um instinto comunista automático. Apostar demais nessa suposição equivale a, pode-se dizer, em substituir análise social por esperança ética.

Daí decorre uma segunda crítica, agora sociológica. O “povo” do anarco-comunismo clássico frequentemente surge como unidade coesa, movendo-se numa trajetória revolucionária quase linear. Berneri recusa essa imagem. 

A sociedade é atravessada demais por divisões, interesses conflitantes, desigualdades de poder, disputas locais e lideranças concorrentes para que ele endosse a conclusão kropotkiniana. 

A revolução não é um coro, mas um campo de forças. Ignorar essa heterogeneidade leva a diagnósticos ingênuos e estratégias frágeis.

Há ainda uma terceira crítica, de natureza institucional. Ele é categórico quando afirma que "Kropotkin não nos basta" e mesmo "os melhores dos nossos", em referência direta a Malatesta e Fabbri, não teriam avançado o suficiente na resolução de problemas concretos.

E quais seriam esses problemas?: Como coordenar comunas entre si? Como articular decisões em grande escala? Como lidar com representação, delegação, funções técnicas, conflitos intercomunitários? Em suma, o que substitui materialmente o Estado? 

Elaborado pelo autor, a partir de Berneri (1926). Fonte


Para Berneri, muitas respostas permaneceram parciais, otimistas ou anacrônicas. Falou-se muito da abolição do Estado, mas pouco do desenho das estruturas que o suplantariam de fato.

Essas três camadas convergem numa crítica mais profunda, estratégica. 

O anarco-comunismo clássico teria fornecido ética e horizonte, mas não um método. Construiu o ideal da sociedade futura, mas negligenciou a técnica política necessária para aproximar o presente desse ideal. 

Daí sua definição seca de política como “cálculo e criação de forças”. 

Não basta ter razão histórica, nem confiar na espontaneidade das massas ou na educação moral das consciências: é preciso produzir correlações de força, organizar antagonismos, consolidar conquistas.

É nesse ponto que surge o que se poderia chamar do "realismo anarquista" de Camillo Berneri, produto de sua avaliação crítica do anarco-comunismo em geral e do italiano em específico. 

Contra o educacionismo moral e o espontaneísmo, Berneri insiste que revoluções não são milagres sociológicos, mas processos construídos. 

Entre o ideal e a realidade não há atalhos: há agitação para despertar, polarização para definir lados, sistematização para dar forma durável ao que foi conquistado. Três ações do vocabulário berneriano que podem ser úteis até hoje.

Essa tendência a identificar o anarquismo como ética não desapareceu com os séculos XIX ou XX.

Ela reaparece com alguma força em leituras contemporâneas como a de David Graeber.

Em Fragmentos de antropologia anarquista, o saudoso antropólogo contrapõe um marxismo estratégico a um anarquismo eminentemente moral

Embora simpática, essa formulação acaba reiterando um velho pressuposto já presente em Kropotkin: a confiança de que a cooperação, a iniciativa popular e as formas horizontais emergiriam quase naturalmente quando as amarras do Estado fossem removidas. 

O risco dessa herança é reduzir o anarquismo a sensibilidade ética, estilo de vida ou pedagogia das relações, como se coerência moral bastasse para produzir transformação nas estruturas sociais opressivas. 

Lida à luz de Berneri, essa longa tradição revela seu limite: sem cálculo de forças, sem organização e sem desenho institucional, a ética libertária pode inspirar, mas dificilmente disputa poder social efetivo. É precisamente contra esse deslizamento do anarquismo para o testemunho moral que o seu realismo estratégico se insurge.

A "política", no sentido de um jogo entre forças sociais conflitantes, longe de ser uma concessão ao autoritarismo, torna-se, na perspectiva do autor, a própria condição de possibilidade da liberdade socialmente administrada.

Lido hoje, Berneri soa como um estrategista: alguém que almejava salvar o anarco-comunismo de sua época das próprias ilusões generosas, obrigando-o a descer do terreno das virtudes para o terreno das forças. Não para abandonar o ideal, mas para torná-lo viável.

Raphael Cruz

Etnografia da autonomia


Em 2025, completam-se 10 anos do movimento de ocupação de escolas que tomou o Brasil entre 2015 e 2016, em protesto contra a precarização da educação. 

Tive a oportunidade de acompanhar de perto esse processo de luta e refletir etnograficamente sobre ele com @yoellenrocha e @saraivaiara, neste artigo publicado na Revista Terra sem Amos, da @tsa.editora.

Aquele movimento foi auto-organizado e desafiou as burocracias estudantis e sindicais que tentavam contê-lo. Foi uma oportunidade para os estudantes autogerirem as escolas e, por meio de suas lutas, indicarem formas alternativas de organização do ensino e da aprendizagem.

Algo que aprendi com o saudoso David Graeber, em seu seminal Fragmentos de Antropologia Anarquista, é que os movimentos sociais, ao contestarem a ordem social, não estão apenas resistindo, mas também propondo formas alternativas de reorganizar diversos setores da vida. 

É por isso que os movimentos emancipatórios costumam ser laboratórios onde se experimentam outros mundos possíveis.

Leitura 9: Outra história humana é possível

 


O despertar de tudo, livro de Graeber e Wengrow, foi a minha última leitura de 2023, a mais volumosa e interessante daquele ano.

O livro é "uma nova história da humanidade", como informa o subtítulo, porque se propõe a contá-la de outra maneira e usando como base outras fontes, não mais os pressupostos filosóficos sem base empírica de Hobbes ou Rousseau, mas as descobertas arqueológicas e históricas dos últimos 30 anos, lembrando que o livro foi publicado originalmente em 2020.

Durante uma longa viagem de ônibus feita no final do ano de 2023, e com a leitura do livro ainda "fresca na cabeça", registrei no bloco de notas do celular 26 pontos sobre o que aprendi com este trabalho de Wengrow e Graeber, o resultado é algo como um fichamento e não uma resenha, que, de fato, pretendo escrever no futuro.

1. A história humana não é linear.

2. O esquema evolucionista (clã, tribo...) não corresponde a realidade histórica das sociedades humanas. É apenas um esquema e não uma realidade.

3. Os dados históricos, arqueológicos e etnográficos dos últimos 30 anos desconfirmam as narrativas tradicionais sobre as sociedades humanas, sejam essas narrativas de cariz hobbesiana ou rousseauniana.

4. Essas narrativas sobrevivem nas formas contemporâneas de contar a história da humanidade (Pinsky, Harari) e concluem pela inevitabilidade da criação de uma prisão autoritária e burocrática como o nosso destino.

5. Historiadores e cientistas sociais tendem a projetar a forma Estado, tal como experienciada no século XX, em sociedades que não eram estatais.

6. O Estado é uma forma política recente.

7. Existiram formas políticas igualitárias ao longo da história humana.

8. Essas formas igualitárias são encaradas como desvios, anomalias e por isso não são estudadas como fatos importantes.

9. Não existe inevitabilidade na história das sociedades humanas.

10. Os povos antigos eram criativos e experimentaram diferentes formas de organizar a sociedade.

11. Os pensadores iluministas da Europa foram influenciados pela crítica indígena da sociedade europeia.

12. Essa influência não costuma ser notada e comentada.

13. Os historiadores e cientistas sociais costumam achar boba a afirmação de que Rousseau e outros iluministas se inspiraram na crítica indígena.

14. A agricultura foi praticada, abandonada e retomada ao longo da história humana.

15. De modo que o argumento sobre o estabelecimento da agricultura não leva em conta a alternância entre adesão e afastamento das práticas agrícolas.

16. A combinação de agricultura, urbanidade e complexidade das relações sociais nem sempre levou a adoção de regimes autoritários de governo. Tendo havido sociedades igualitárias que eram agricultoras, urbanas, complexas e geridas por assembleias populares.

17. O Estado moderno é uma combinação de soberania, burocracia e política competitiva (e carismática).

18. Essa combinação moderna não é encontrada na história humana a não ser na modernidade.

19. O que existiu no passado das sociedades humanas foram regimes de governo que possuíam uma ou duas dessas características.

20. Os autores irão chamar regimes de primeira ordem, os que possuíam uma dessas características. Regimes de sugunda ordem, os que possuíam duas dessas características.

21. A essas três "formas elementares de dominação", os autores vão contrapor as três "formas elementares de liberdade".

22. As três formas elementares de liberdade são: a liberdade de ir e vir, a liberdade de desobedecer ordens e a liberdade de reorganizar as relações sociais.

23. A burocracia surgiu para lidar com processos de organização social de pequena escala, tinha uma função igualitária, e uma atenção às particularidades, algo contraintuitivo de se imaginar porque distante de seu atual significado cultural e função política.

24. Evidências arqueológicas indicam que existiu um intenso intercâmbio cultural, político e econômico entre as sociedades indígenas da América do Norte e da Mesoamérica, o que desfaz a imagem dessas sociedades como isoladas e avessas a complexas relações sociais.

25. Processos culturais de cismogênese foram corriqueiros em diversos períodos e lugares.

26. Existe toda uma história não devidamente contada de sociedades ao longo da história humana que foram governadas por mulheres.

Outros pontos interessantes que não tive como anotar durante a viagem, se referem a origem da desigualdade, do Estado, da guerra e da burocracia, sobre as sociedades matriarcais e seu apagamento nos modos de contar a história humana, sobre os reis, nem sempre absolutistas, e sobre o cuidado no desenvolvimento da dominação social.

Raphael Cruz

David Graeber e a reinvenção da roda

David Graeber (1961-2020)

Já escrevi aqui como o trabalho de Graeber significou pra mim um sopro de ar fresco nas ciências sociais ao interseccionar as contribuições do anarquismo e do autonomismo com a teoria social acadêmica.

Contudo, algo recorrentemente me incomoda ao ler Graeber. O fato de ele tratar de certos temas como se ninguém tivesse feito isso antes dele. É como se ele estivesse "reinventando a roda", como bem sintetiza a expressão utilizada por brasileiros pra se referir a alguém que reinventa algo que já foi inventado. Cito dois exemplos.

Em nenhum momento de seu ensaio-manifesto Fragmentos de antropologia anarquista (2004), ele cita os antropólogos Kenneth Maddock e Harold Barclay, que entre as décadas de 1960 e 1990, já identificavam afinidades entre a antropologia e o anarquismo.

Em seu artigo sobre "comunismo cotidiano" (2010), ele não cita Anarchy in action (1973) de Colin Ward. Este livro é anterior ao artigo de Graeber e possui o mesmo argumento, a saber, que sociabilidades não autoritárias já são praticadas pelas pessoas comuns e poderiam ser embriões de uma outra forma de ordenar a sociedade. George Woodcock nomeou isso de a teoria da "anarquia cotidiana" de Ward (Shantz, 2012).

Acho improvável Graeber nunca ter lido esses autores. Baseio minha hipótese numa comparação. Mesmo eu que nasci e cresci numa cidade interiorana de uma região periférica (Nordeste) num país periférico (Brasil), numa cultura não anglo-saxônica, conheci os trabalhos de Barclay, Maddock e Ward pela internet.

Dessa forma, suponho que seria difícil que Graeber não tenha tido o mínimo de contato com essa literatura. Pois ele nasceu e cresceu em Nova York, estudou em Chicago, morou e trabalhou em Londres. Falava e escrevia na mesma língua que esses autores e circulou por meios ativistas e acadêmicos anglófonos.

No fundo, talvez, eu não queira pôr em risco a imagem idealizada que tenho de Graeber enquanto ativista e intelectual crítico e criativo. Contudo, minha "desconfiança de caboclo" tende a hipótese de que o autor foi "omisso por opção" com alguns de seus antecessores políticos e intelectuais. Nesse sentido, sua reinvenção da roda teria sido algo consciente.

Raphael Cruz


Referências

BARCLAY, Harold B. People without government: an anthropology of anarchy. Londres: Kahn & Averill, 1982.

BARCLAY, Harold B. Anthropology and anarchism. In: The Raven, nº 18, pp. 141-178, 1992.

GRAEBER, David. Communism. Anarchist Library. Disponível em: https://theanarchistlibrary.org/library/communism. Acesso em 23 jun. 2023.

GRAEBER, David. Fragments of an anarchist anthropology. Chicago: Prickly Paradigm Press, 2004.

MADDOCK, Kenneth. Action anthropology or applied anarchism? Anarchy, n.8, 1961.

MADDOCK, Kenneth. Pluralism and Anarchism. Red and Black, v. 2, 1966.

MADDOCK, Kenneth. Politics and science in Radcliffe-Brown: from anarchism to applied anthropology. Rhodes University, Institute of Social and Economic Research, 1994.

SHANTZ, Jeff. An anarchy of everyday life. Anarchist Library. Disponível em: https://theanarchistlibrary.org/library/jeff-shantz-an-anarchy-of-everyday-life. Acesso em 23 jun. 2023.

WARD, Colin. Anarchy in action. [s/l] George Allen & Unwin Ltd, 1973. Disponível em: https://theanarchistlibrary.org/library/colin-ward-anarchy-in-action. Acesso em 23 jun. 2023.

David Graeber e o (neo)anarquismo

David Graeber (1961-2020)


O meu problema com (neo)anarquistas como Graeber, a que pese a admiração por obras como Dívida e O despertar de tudo, é que suas reflexões tendem a negligenciar a contribuição do anarquismo histórico, ou de pelo menos de alguns dos seus autores, como, por exemplo, Proudhon.

O quarto capítulo de O despertar..., livro co-escrito com o arqueólogo David Wengrow, é uma brilhante reflexão sobre a origem da propriedade privada. 

São problematizados argumentos iluministas e antropológicos clássicos, a partir de evidências arqueológicas recentes sobre a relação entre igualdade e propriedade na história humana. 

Porém, o operário-intelectual francês Proudhon não é mencionado no capítulo e em nenhuma das 847 paginas do livro quando o tema é a propriedade e sua relação com a igualdade, a liberdade e o governo. 

Estes foram temas ousadamente trabalhados em O que é a propriedade, de 1840. Na época, o livro de Proudhon chocou a França sendo debatido. Tornou-se obra importante da tradição socialista, tendo influenciado Marx e Bakunin.

Se Graeber fosse um intelectual marxista, eu não veria problema em sua negligência da reflexão proudhoniana, mas, ele não é. 

O que mais me causa estranhamento é o rebelde francês não ser sequer mencionado nas notas de rodapé que abundam no livro de Graeber e Wengrow.

Contudo, essa negligência é corriqueira.

Recentemente, participei de uma conferência internacional sobre estudos anarquistas, e a maioria dos trabalhos apresentados negligenciavam o anarquismo histórico.

Talvez isso dimensione como o pós-anarquismo significa um afastamento ou abandono dos referenciais teóricos do anarquismo histórico. E que tende a cair no erro de "reinventar a roda" ao invés de aprimorá-la.

Ao que pese a crítica, continuo achando o trabalho de David Graeber um sopro de ar fresco nas ciências sociais contemporâneas. E um poderoso exercício de imaginação política numa época de crise do capitalismo, do Estado e do pensamento revolucionário. 

Raphael Cruz


Referências

GRAEBER, David. Dívida: os primeiros 5000 anos. São Paulo: Três Estrelas, 2016.

GRAEBER, David; WENGROW, David. O despertar de tudo: uma nova história da humanidade. São Paulo: Companhia das Letras, 2022.

PROUDHON, Pierre-Joseph. O que é a propriedade? Lisboa: Editorial Estampa, 1975.

Leitura 2: O despertar do socialismo



Terminei o segundo capítulo de O despertar de tudo. E um dos argumentos mais interessantes trabalhados por Wengrow e Graeber é a influência da crítica indígena na formação do pensamento socialista europeu. Segundo os autores, as ideias de igualdade e liberdade, que caracterizam o socialismo, foram provocadas nos europeus a partir da leitura dos relatos sobre sociedades indígenas das Américas, escritos por missionários, comerciantes e traficantes. E também pela crítica indígena a sociedade europeia, realizada por intelectuais indígenas que viajaram à Europa. Assim, ordenar as sociedades europeias de outra maneira, que não aquela do capitalismo ou do patriarcado, foi uma resposta elaborada pelos europeus, inspirada nas possibilidades sociopolíticas abertas pelo contato com as formas ameríndias de organização social.

Raphael Cruz


Referência

GRAEBER, David; WENGROW, David. O despertar de tudo. São Paulo: Companhia das Letras, 2022.


Réquiem para David Graeber



A antropologia, o pensamento crítico e o ativismo anti-capitalista perderam um de seus autores mais criativos e prolíficos.

David Graeber (1961-2020) é descrito por sua esposa como um melhor amigo e por seus alunos como paciente, engraçado e acolhedor.

O antropólogo norte-americano nasceu em NY e doutorou-se pela Universidade de Chicago com tese sobre memória e violência na Madagáscar rural, cujo orientador foi Marshall Sahlins.

Lecionou em Yale, Goldsmith e atualmente se encontrava no Departamento de Antropologia da London School of Economics.

Graeber era ativo politicamente, tendo se engajado no sindicalismo revolucionário da Industrial Workers of the World, no movimento antiglobalização e foi uma das lideranças do Occupy, sendo o criador do lema "somos os 99%".

Autor de uma vasta obra, teve publicado no Brasil "Dívida: os primeiros 5000 anos", "Um projeto de democracia" e "Fragmentos de uma antropologia anarquista", além de ceder entrevista a jornais e a TV brasileira.

Graeber faleceu em Veneza, na Itália, aos 59 anos, e deixou um legado importante para a antropologia e o ativismo anti-capitalista. 


Raphael Cruz

Publicado originalmente em @caderno_de_sociologia (Instagram)

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