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Leituras de fevereiro de 2026

Por un programma de acción communalista, Camillo Berneri, 1926.

Social ecology and communalism, Murray Bookchin, 2007.

Monstro do Pântano, Livro III, Alan Moore.

Monstro do Pântano, Livro IV, Alan Moore.

Planejar o impossível, Mariana Schiller, 451, n° 101, janeiro de 2026.

A voz dos descartados, Pedro Fernando Nery, 451, n° 101, janeiro de 2026.

Conclusión, James C. Scott. In: Viendo las cosas como un Estado: Cómo ciertos planes para mejorar la condición humana han fracasado, James C. Scott.

Anarchists... and proudly so, Amedeo Bertolo, 1972.

Vertigo Inverno, n° 1. Mansão dos segredos, Steven T. Seagle, Teddy Kristiansen; Sandman apresentando Desejo, dos Perpétuos, Neil Gaiman, John Bolton; The Minx, Peter Milligan, Sean Phillips. 2001.

Vertigo Inverno, n° 2. Sandman: teatro do mistério, Matt Wagner, Steven T. Seagle, John K. Snyder III; O sonhar, Caitlín R. Kiernan, Peter Hogan, Ducan Fegredo; Hellblazer, Paul Jenkins, Paul Pope; Mansão dos segredos, Steven T. Seagle, Teddy Kristiansen. 2001.

Conclusão, Posfácio, Stewart Home. In: Assalto à cultura: utopia subversão guerrilha na (anti) arte do século XXI, Stewart Home. 1999.

Vertigo Inverno, n° 3. Nevada, Steve Gerber, Phil Winslade, Steve Leialoha; Livros da Magia, John Ney Rieber, Steve Parkhouse; Os Invisíveis, Grant Morrison, Philip Bond, Glyn Dillon; Mansão dos segredos, Steven T. Seagle, Teddy Kristiansen. 2001.

Perspectivas; A estrutura dos kolkhozes; Cinquenta anos depois da revolução; Da servidão à revolução. Ida Mett. In: O camponês russo durante e após a revolução, Ida Mett, 1975.

Hellblazer, nº 1, Abrace-me, Neil Gaiman, Dave McKean.

Kenneth Maddock. Primitive societies and social myths.

Leituras de janeiro de 2026

1. Monstro do Pântano, Livro I, Alan Moore.

2. Quem matou meu pai, Édouard Louis.

3. Monstro do Pântano, Alan Moore, Livro II.

4. Wolverine, n° 4, O chamado do adamantino, Saladin Ahmed.

5. Wolverine, n° 5, Linhagem, Saladin Ahmed.

6. Hell eternal, Jaime Delano.

7. Ultimate X-Men, vol. 1, O temor e o ódio, Peach Momoko.

8. Irmãos, Neil Gaiman (Swamp Thing Annual, n° 5, 1989).

Melhor aquisição de livro em 2025


A melhor aquisição desse ano foi uma edição espanhola de A capacidade política da classe trabalhadora, o testamento político de Proudhon, datada de 1869 e com tradução de Pi Y Margall.

O exemplar foi possivelmente restaurado, pois está em ótimas condições, e possui uma dedicatória realizada em 1959.

Existe uma tradução parcial em português da obra pela editora Intermezzo.

As raízes dos projetos societários do anarquismo e do sindicalismo revolucionário estão aí esboçadas.

Particularmente na proposta de que a classe trabalhadora possui as condições para autogerir a economia e, assim, reinventar a política através do federalismo, por fora e contra qualquer tutela capitalista ou burocrática.

Proudhon nomeou isso, antes de trotskistas e maoístas utilizarem estes termos, de "democracia operária" ou "nova democracia", assentada na força coletiva dos produtores, organizada por um direito econômico e político comutativos e sinalagmáticos.

Um olhar sociológico atento também encontra aí as raízes da discussão sobre a autoprodução do social e da reciprocidade, temas estes que tanto fizeram as cabeças de Émile Durkheim e Marcel Mauss em suas críticas ao utilitarismo nas ciências sociais.

Lembrando que os durkheimianos foram leitores e comentadores de Proudhon.

Enfim, obra com desdobramentos frutíferos e longevos no socialismo e na sociologia, contudo, permanece quase desconhecida na esquerda e na academia de nosso país.

Leitura 15: Trabalhos de merda

 


Em Trabalhos de Merda, David Graeber analisa os trabalhos sem sentido no setor de serviços. Diferencia a criação de "valor" no setor produtivo e de "valores" no setor do cuidado. Reflete sobre a economia do cuidado e sugere a Renda Básica Universal como solução para os trabalhos de merda. O livro é eurocentrado, pois os contextos a que se refere e os dados que são analisados pelo autor provém da Europa e dos EUA. Contudo, possui relevância para sociedades do Sul global porque os trabalhos de merda não são uma exclusividade do capitalismo do Norte global. Para além desse debate econômico que busca dar centralidade ao cuidado e rediscutir a teoria do valor-trabalho, é interessante ver o próprio Graeber explicando sua metodologia para esta pesquisa e como nasceu sua reflexão sobre o tema.

Raphael Cruz

Leitura 14: Propriedade e posse da terra

No texto Catecismo revolucionário (1866), Bakunin retoma a distinção proudhoniana entre posse e propriedade, elaborada pelo francês no livro O que é a propriedade? (1840).

"A terra, com todas as suas riquezas naturais é a propriedade de todos, mas ela só será possuída por aqueles que a cultivarem".

Raphael Cruz

Referência

BAKUNIN, Mikhail. Catecismo revolucionário. In: BAKUNIN, Mikhail. Obras seletas, v.2. São Paulo: Intermezzo, 2017.

Leitura 12: A sociologia de Bakunin


No texto "As intrigas do senhor Utin" (1870), Bakunin explora a dinâmica entre indivíduo e sociedade, bem como a relação do educador com crianças e adolescentes, revelando nuances de suas sociologia geral e sociologia da educação.

Raphael Cruz


Referência

BAKUNIN, Mikhail. Educação, ciência e revolução. São Paulo: Intermezzo Editorial, 2015.

Leitura 11: Da vitalidade analítica de Proudhon

 



E.P. Thompson, provavelmente sem ler Proudhon devido ao seu background marxista, abordou em "A formação da classe operária inglesa" (1963) uma noção semelhante à do rebelde filósofo francês sobre o "fazer-se" da classe trabalhadora.

Em seu livro "Da capacidade política das classes operárias" (1864), Proudhon propõe que se analise o fazer-se (autoatividade) e o pensar-se (autoconsciência) da classe trabalhadora como uma maneira de compreender sua capacidade política real.

Impressiona que um autor acadêmico e marxista do campo da história social, chegue 100 anos depois a enfoque  metodológico similar ao de Proudhon, e isto seja recebido como uma grande novidade, inclusive por pesquisadores que se reivindicam anarquistas.

De fato, a marginalização de Proudhon dos debates acadêmicos nas humanidades e ciências sociais, atrasou o próprio desenvolvimento dessas áreas do conhecimento.

Adoro a obra de Thompson, mas estudar Proudhon tem me feito perceber duas coisas: a vitalidade de suas elaborações teóricas e a subutilização delas até mesmo por quem se reivindica anarquista.


Raphael Cruz

Leitura 10: pensar e praticar anarquia desde a negritude

 


1° leitura finalizada em 2024. Ainda que eu tenha críticas à definição e a periodização do anarquismo feitas por Bagby-Williams e Suekama, reconheço que os autores traçam uma didática história do anarquismo negro desde a origem até o desenvolvimento de suas duas ondas. Recomendo.

Raphael Cruz

Leitura 9: Outra história humana é possível

 


O despertar de tudo, livro de Graeber e Wengrow, foi a minha última leitura de 2023, a mais volumosa e interessante daquele ano.

O livro é "uma nova história da humanidade", como informa o subtítulo, porque se propõe a contá-la de outra maneira e usando como base outras fontes, não mais os pressupostos filosóficos sem base empírica de Hobbes ou Rousseau, mas as descobertas arqueológicas e históricas dos últimos 30 anos, lembrando que o livro foi publicado originalmente em 2020.

Durante uma longa viagem de ônibus feita no final do ano de 2023, e com a leitura do livro ainda "fresca na cabeça", registrei no bloco de notas do celular 26 pontos sobre o que aprendi com este trabalho de Wengrow e Graeber, o resultado é algo como um fichamento e não uma resenha, que, de fato, pretendo escrever no futuro.

1. A história humana não é linear.

2. O esquema evolucionista (clã, tribo...) não corresponde a realidade histórica das sociedades humanas. É apenas um esquema e não uma realidade.

3. Os dados históricos, arqueológicos e etnográficos dos últimos 30 anos desconfirmam as narrativas tradicionais sobre as sociedades humanas, sejam essas narrativas de cariz hobbesiana ou rousseauniana.

4. Essas narrativas sobrevivem nas formas contemporâneas de contar a história da humanidade (Pinsky, Harari) e concluem pela inevitabilidade da criação de uma prisão autoritária e burocrática como o nosso destino.

5. Historiadores e cientistas sociais tendem a projetar a forma Estado, tal como experienciada no século XX, em sociedades que não eram estatais.

6. O Estado é uma forma política recente.

7. Existiram formas políticas igualitárias ao longo da história humana.

8. Essas formas igualitárias são encaradas como desvios, anomalias e por isso não são estudadas como fatos importantes.

9. Não existe inevitabilidade na história das sociedades humanas.

10. Os povos antigos eram criativos e experimentaram diferentes formas de organizar a sociedade.

11. Os pensadores iluministas da Europa foram influenciados pela crítica indígena da sociedade europeia.

12. Essa influência não costuma ser notada e comentada.

13. Os historiadores e cientistas sociais costumam achar boba a afirmação de que Rousseau e outros iluministas se inspiraram na crítica indígena.

14. A agricultura foi praticada, abandonada e retomada ao longo da história humana.

15. De modo que o argumento sobre o estabelecimento da agricultura não leva em conta a alternância entre adesão e afastamento das práticas agrícolas.

16. A combinação de agricultura, urbanidade e complexidade das relações sociais nem sempre levou a adoção de regimes autoritários de governo. Tendo havido sociedades igualitárias que eram agricultoras, urbanas, complexas e geridas por assembleias populares.

17. O Estado moderno é uma combinação de soberania, burocracia e política competitiva (e carismática).

18. Essa combinação moderna não é encontrada na história humana a não ser na modernidade.

19. O que existiu no passado das sociedades humanas foram regimes de governo que possuíam uma ou duas dessas características.

20. Os autores irão chamar regimes de primeira ordem, os que possuíam uma dessas características. Regimes de sugunda ordem, os que possuíam duas dessas características.

21. A essas três "formas elementares de dominação", os autores vão contrapor as três "formas elementares de liberdade".

22. As três formas elementares de liberdade são: a liberdade de ir e vir, a liberdade de desobedecer ordens e a liberdade de reorganizar as relações sociais.

23. A burocracia surgiu para lidar com processos de organização social de pequena escala, tinha uma função igualitária, e uma atenção às particularidades, algo contraintuitivo de se imaginar porque distante de seu atual significado cultural e função política.

24. Evidências arqueológicas indicam que existiu um intenso intercâmbio cultural, político e econômico entre as sociedades indígenas da América do Norte e da Mesoamérica, o que desfaz a imagem dessas sociedades como isoladas e avessas a complexas relações sociais.

25. Processos culturais de cismogênese foram corriqueiros em diversos períodos e lugares.

26. Existe toda uma história não devidamente contada de sociedades ao longo da história humana que foram governadas por mulheres.

Outros pontos interessantes que não tive como anotar durante a viagem, se referem a origem da desigualdade, do Estado, da guerra e da burocracia, sobre as sociedades matriarcais e seu apagamento nos modos de contar a história humana, sobre os reis, nem sempre absolutistas, e sobre o cuidado no desenvolvimento da dominação social.

Raphael Cruz

Leitura 8: Parsonianismo soviético

Lendo um dicionário soviético de filosofia (1967), chama-me atenção o quanto o texto é condescendente com Parsons e crítico com Wright Mills. O sociólogo italiano Franco Ferrarotti já havia dito o quanto a burocracia soviética tinha se encantado com o estrutural-funcionalismo.

Leitura 7: Mauss e os socialistas

MAUSS, Marcel. A nação. São Paulo: Três Estrelas, 2017.

Em A nação, Marcel Mauss está em permanente diálogo crítico com Proudhon e Marx. Revelando que ao menos no caso francês, as ciências sociais foram construídas vinculando-se a questões problematizadas pelo socialismo como solidariedade, troca, Estado-nação e divisão do trabalho.

Leitura 6: Durkheim crítico de Simmel


No artigo, A sociologia e seu campo científico (1900), Durkheim reconhece o estilo e a sofisticação literária de Georg Simmel, mas critica duramente a concepção de sociologia do autor alemão.

Raphael Cruz

Leitura 4: um povo que revida

 


Terminei hoje a leitura de Torto Arado. Quem cresceu ou pesquisou em contextos rurais sentirá familiaridade com a trama e os personagens de Vieira Jr.

Durante a leitura, lembrei de histórias que ouvi do meu avô sobre o sertão e também de histórias que minhas interlocutoras de pesquisa me contaram sobre a Pedra do Sal durante o meu trabalho de campo em Ilha Grande.

Penso que Torto Arado está para a literatura assim como Bacurau está para o cinema. Não apenas pelo sucesso que alcançaram, mas por fazer emergir o Brasil de um povo que sabe revidar.

Leitura 3: Bakunin e o estatismo

Edição russa de 1873, de Estatismo e anarquia.


Impressiona como Estatismo e Anarquia ([1873]), de Mikhail Bakunin, é pouco lido. Há tanto argumento interessante lá. Não só uma teoria do Estado, mas do imperialismo e do sistema interestatal capitalista. A própria noção de hegemonia desenvolvida por ele é central na compreensão do Estado. 


Referências

BAKUNIN, Mikhail. Estatismo e anarquia. São Paulo: Imaginário; Ícone, 2003.

Leitura 2: O despertar do socialismo



Terminei o segundo capítulo de O despertar de tudo. E um dos argumentos mais interessantes trabalhados por Wengrow e Graeber é a influência da crítica indígena na formação do pensamento socialista europeu. Segundo os autores, as ideias de igualdade e liberdade, que caracterizam o socialismo, foram provocadas nos europeus a partir da leitura dos relatos sobre sociedades indígenas das Américas, escritos por missionários, comerciantes e traficantes. E também pela crítica indígena a sociedade europeia, realizada por intelectuais indígenas que viajaram à Europa. Assim, ordenar as sociedades europeias de outra maneira, que não aquela do capitalismo ou do patriarcado, foi uma resposta elaborada pelos europeus, inspirada nas possibilidades sociopolíticas abertas pelo contato com as formas ameríndias de organização social.

Raphael Cruz


Referência

GRAEBER, David; WENGROW, David. O despertar de tudo. São Paulo: Companhia das Letras, 2022.


Teorias da prática



No livro, Percursos na teoria das práticas sociais: Anthony Giddens e Pierre Bourdieu, Gabriel Peters examina os esquemas teóricos desses importantes sociólogos.

O objetivo do autor é compreender como cada um dos sociólogos atacou o problema clássico da relação indivíduo e sociedade.

A teoria da prática de Bourdieu e a teoria da estruturação de Giddens buscaram saídas em relação à lógica dicotômica da sociologia praticada no século XX, em torno das tensões entre subjetivismo/objetivismo, individualismo/holismo, determinismo/voluntarismo e micro/macrossociologia.

O livro é uma boa leitura para compreender o projeto teórico de dois importantes pensadores contemporâneos.

Miséria à americana

Barbara Ehrenreich (1941-)


Uma jornalista com espírito de socióloga, Barbara Ehrenreich resolveu viver como uma "trabalhadora de baixa renda" e compartilhou sua experiência no livro Miséria à americana: vivendo de subempregos nos Estados Unidos.

Ela experimentou empregos como garçonete e faxineira, atendente em asilo e balconista na Wal Mart entre 1998 e 2000 nos EUA.

Ehrenreich queria compreender como alguém consegue viver com os salários pagos aos não especializados e como mulheres vivem com 6 ou 7 dólares por hora.

Com um texto que flui, mas sem as teorizações comuns nos escritos científicos, a autora apresenta, a partir de sua experiência, um quadro da vida da classe trabalhadora e dos pobres que vivem o avesso do sonho americano.

Ehrenreich é bastante sensível às clivagens de gênero e de etnia que atravessam sua experiência como uma mulher branca e de meia-idade de passagem por um mundo geralmente habitado por negras e latinas.

Conclui que os "pobres trabalhadores" são os "maiores filantropos de nossa sociedade. . Negligenciam os próprios filhos para que os filhos de outros sejam bem cuidados; vivem em habitações péssimas para que outros lares fiquem brilhantes e perfeitos; suportam privações para que a inflação seja baixa e o preço das ações, alto. Ser um pobre trabalhador é ser um doador anônimo."

Como disse uma de suas colegas de trabalho, Gail, "você dá e dá".

Seguindo esta afirmação, um sociólogo pode dizer que uma "reciprocidade negativa" ordena a relação salarial, em que o trabalhador dá ao patrão e a sociedade muito mais do que recebe na forma de salário e de reconhecimento social, que o capitalismo se apresenta para o proletariado antes de tudo como um sistema de sacrifício.

 

Atrasos da elite

Jessé Souza (1960-)


Animado com a leitura de A elite do atraso, de Jessé Souza.

Neste livro, ele analisa, entre outros temas, as raízes teóricas do vira-latismo no Brasil.

Primeiro, ele mostra como as noções consagradas nas ciências sociais de "patrimonialismo" e "populismo" são uma derivação do racismo científico, não mais baseado na cor da pele, mas nos "estoques culturais".

Tais conceitos criaram uma imagem de brasileiro como congenitamente corrupto, personalista e, assim, incapaz de qualquer ação política pública, no sentido de ir além dos interesses da família e dos amigos. Como se em outros países a família e os amigos também não fossem importantes.

Mas o mais interessante é como ele demonstra o "efeito de realidade" dessas categorias teóricas na vida cotidiana do brasileiro.

Utilizada pela esquerda e pela direita, do PSDB e Rede Globo ao PT, tais categorias ocultam a corrupção no mercado ao centrarem-se apenas na corrupção no Estado.

Para Souza, uma pré-condição para o sucesso da Operação Lava Jato foi a disseminação dessas categorias como lentes de leitura do Brasil.

Assim, ele explica porque a Globo e a classe média fazem tanto barulho devido à corrupção no Estado, mas fecham os olhos para a corrupção no mercado financeiro, que rouba 500 vezes mais do povo do que o que a Lava Jato descobriu entre os políticos.

Fundamental também na interpretação de Souza sobre o Brasil é que o que explica o país não é uma suposta herança portuguesa (patrimonialismo, personalismo), mas a escravidão.

A escravidão de ontem é o que explica o ódio das elites e classes médias ao pobre de hoje. 


Raphael Cruz

Pulicado originalmente em @caderno_de_sociologia (Intagram)

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