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Memória de DJ

Antes de ser professor, eu fui DJ na juventude.

Era os anos 2000. Toquei música punk e jamaicana nas periferias de Fortaleza, mas também na Praia de Iracema e num bar no Meireles. 

Quase toquei em Mossoró, meu nome até saiu no cartaz.

Ainda tenho alguns cartazes de recordação. Outros se perderam no tempo.

Tocava com vinil, CD e até mp3, se necessário. Tudo muito underground, alternativo e amador.

Outro tempo! Um tempo tão bom quanto o de hoje sendo professor.

Raymond Pettibon ou o traço da música independente

 A capa de Goo do Sonic Youth talvez seja o trabalho mais conhecido de Raymond Pettibon.

Este é o nome artístico de Raymond Ginn, irmão de Greg Ginn, o experimental guitarrista do Black Flag.

Apesar de Goo ser dos anos 90 e o primeiro disco do SY com uma major, ele é mais popular do que todos aqueles flyers e capas que Pettibon fez para a banda de seu irmão no fim dos anos 70 e começo dos 80.

Na verdade sua arte pertence a essa época.

Pettibon é o traço mais marcante do underground norte-americano.

Seus desenhos monocromáticos são a expressão visual do som artesanal daquele período de ouro da música independente.

Eles me lembram o pornográfico Carlos Zéfiro, o autor dos famosos "catecismos".

Dizem que quando a coisa é boa faz escola. Com Pettibon não poderia ser diferente.

A emblemática capa de Goo já rendeu vários tributos.

Se o nanquim produzisse som, o de Pettibon soaria como todas aquelas maravilhas do underground.

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