Mostrando postagens com marcador ficção científica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ficção científica. Mostrar todas as postagens

Sindicalismo revolucionário e ficção científica social


Émile Pouget (1860-1931)


Como fizemos a revolução é um livro de Emile Pouget e Emile Pataud, de 1909.

Nele, os autores descrevem uma greve geral exitosa que pôs fim ao capitalismo e o Estado, criando uma nova sociedade.

Nesse mundo novo, os sindicatos passaram de associações de luta para grupos de produção.

Mulheres e camponeses conquistaram liberdade. Antigos patrões tiveram de pôr a mão na massa ao perder seus privilégios de classe.

A humanidade se libertou do trabalho doméstico pela industrialização desse serviço.

Junto ao livro do russo Chayanov, Viagem de meu irmão Alexei ao país da utopia camponesa (1920), a obra de Pouget e Pataud revela como o potencial político da ficção especulativa não passou desapercebido pelos criativos pensadores socialistas do século XX.



O livro foi noticiado no Brasil  como uma espécie de glorificação da guerra, no jornal A Imprensa, em 10 de dezembro de 1909. O título da notícia foi "Os antimilitaristas fazendo a guerra".

Raphael Cruz

Observação: o livro está disponível aqui e aqui.

Philip K. Dick e o realismo crítico

Philip K. Dick (1928-1982)


"A realidade é aquilo que, quando você para de acreditar, não desaparece."

Essa famosa frase de K. Dick rende boas problematizações em torno da relação entre epistemologia e ontologia.

Para o autor, a realidade, de alguma maneira, independe do que eu penso dela, a realidade "está lá fora".

Dick, assim como os teóricos do realismo crítico, critica a "falácia epistêmica", que atribui uma correspondência exata entre a subjetividade do ponto de vista do agente e a objetividade do mundo natural e social. 


Raphael Cruz

Sociologia na ficção científica

A ficção científica é uma das poucas literaturas de ideias que ainda ousa pensar possibilidades de futuro frente ao “fim da história” do neoliberalismo ou dos apocalipses anunciados por Hollywood.

Em especial um ramo da FC é rico em possibilidades teóricas sociológicas, é a social science fiction.

Nesse “subgênero” figuram nomes como Aldous Huxley, Isaac Asimov, Ray Bradbury e Georg Orwell.

Resumidamente, se configura como uma FC que se concentra mais em questões de sociabilidade e estrutura social do que de tecnologia.

Dessa forma, o determinismo tecnológico que tão marcadamente impregna a maior parte da produção de FC é substituída por um “determinismo social”.

De um ponto de vista pedagógico, essa literatura ainda pode auxiliar nas disciplinas de introdução a sociologia nas escolas e universidades como uma alternativa preliminar aos textos mais densamente teóricos, se utilizando das metáforas literárias como algo que pode despertar a imaginação sociológica e o interesse dos recém-chegados ao mundo da sociologia.

Sobre a FC como recurso pedagógico em aulas de sociologia ver LAZ, Cheryl. Science Fiction and Introductory Sociology: The “Handmaid” in the Classroom. Teaching Sociology, Vol. 24, No. 1 (Jan., 1996, pp. 54-63).

Capítulos do livro MILSTRED, John W.; GREENBERG, Martin Harry (Org.). Sociology Through Science Fiction. New York: St. Martin Press, 1974. Os capítulos desse livro discutem tópicos como indivíduo e sociedade, entre outros, a partir de obras de FC.

Segue a relação dos capítulos:

The Study of Society

(Lost Newton, Misinformation)

Social Organization and Culture

(Positive Feedback, Deeper Than The Darkness, Of Course, Slow Tuesday Night, Gadget vs. Trend, Nobody Lives on Burton Street, The Shaker Revival, Guilty As Charged)

The Study of Society

(Lost Newton, Misinformation)

Social Organization and Culture

(Positive Feedback, Deeper Than The Darkness, Of Course, Slow Tuesday Night, Gadget vs. Trend, Nobody Lives on Burton Street, The Shaker Revival, Guilty As Charged)

Self and Society

(Integration Module)

Social Differentiation

(A Day In the Suburbs, Pigeon City, Generation Gaps)

Social Institutions

(Two’s Company, Primary Education of the Camiroi, Birthright, The Pedestrian, A Canticle for Leibowitz)

Population and Urban Life

(Total Environment, Single Combat).

Sarah Wernenchak fez a seguinte lista de filmes e temas que podem ser abordados a partir deles em aulas de sociologia:

Metropolis (1927) – gender, social class

Blade Runner (1982) – definitions of humanity, gender, slavery, stratification

Brazil (1985) – gender, rationalization, social class

Aliens (1986) – capitalism, gender

Gattaca (1997) – bodies, disability, identity

Princess Mononoke (1999) – gender

The Lord of the Rings trilogy (2001-2003) – gender, race

Children of Men (2006) – gender, immigration, race, reproductive politics

District 9 (2009) – postcolonialism, race

Avatar (2009) – postcolonialism,race

Treinando numa Smartfit pela primeira vez

  Brasília, 02 de julho de 2026 1. Primeira vez numa Smartfit. 2.  Achei escura. A última vez que estive num lugar assim foi num show de ...