Dois centavos sobre Barros

 Apesar de não concordar com a crítica de Douglas Barros a Nego Bispo, reconheço que ela deve ser lida em sua complexidade.

Assim se evita entrar numa lógica de Fla x Flu, que é típica das redes sociais.

Eu mesmo discordo da maneira que Bispo argumenta sobre a categoria trabalho, mas isso é outra questão.

Algo que se destacou da crítica de Barros, e que infelizmente é recorrente, é a dificuldade que alguns colegas marxistas têm de conviver com a ideia de que o marxismo não monopoliza a crítica da vida social.

De que é possível, legítimo e necessário fazer essa crítica de outro sistema filosófico e categorias que não aquelas legadas por Marx e discípulos.

E que qualquer esforço de crítica social, inclusive o esforço marxista, tem seus limites e possibilidades, é produto de contexto histórico particular.

No final das contas, o que importa para os povos e a classe trabalhadora é o quanto tais filosofias nos permitem ou não solucionar os problemas colocados na luta por emancipação.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Leituras de março

Mauro Assis, Imprensa radical: a trajetória do periódico Regeneración (1910-1918). Orlandeli, Chico Bento: viola.