Um ano de treino de força

 Hoje completo 1 ano de treino ininterrupto.

São 4 dias de musculação e 2 de cardio por semana.

Não experimentei essa constância aos 20 anos. Conseguir aos 40 e sem atalhos é motivo de comemoração.

Obrigado, meu amor, por me acompanhar nessa aventura.

Dois centavos sobre Barros

 Apesar de não concordar com a crítica de Douglas Barros a Nego Bispo, reconheço que ela deve ser lida em sua complexidade.

Assim se evita entrar numa lógica de Fla x Flu, que é típica das redes sociais.

Eu mesmo discordo da maneira que Bispo argumenta sobre a categoria trabalho, mas isso é outra questão.

Algo que se destacou da crítica de Barros, e que infelizmente é recorrente, é a dificuldade que alguns colegas marxistas têm de conviver com a ideia de que o marxismo não monopoliza a crítica da vida social.

De que é possível, legítimo e necessário fazer essa crítica de outro sistema filosófico e categorias que não aquelas legadas por Marx e discípulos.

E que qualquer esforço de crítica social, inclusive o esforço marxista, tem seus limites e possibilidades, é produto de contexto histórico particular.

No final das contas, o que importa para os povos e a classe trabalhadora é o quanto tais filosofias nos permitem ou não solucionar os problemas colocados na luta por emancipação.


Monstro do Pântano

 Talvez a história em quadrinhos mais tenra e bela que alguém poderia ler em março de 1985 seria Monstro do Pântano n° 34. Nela, o verdoso e Abby levam a amizade para outro nível. A maneira que o roteiro de Moore e as imagens criadas por Bissette e Totleben expressam essa nova relação entre os personagens, me lembra de porque os quadrinhos é uma forma de arte.

Quem matou meu pai

Parecia que eu estava violando secretamente as cartas de um filho para o seu pai.

Foi essa a sensação inicial ao ler Quem matou meu pai, de Édouard Louis.

Um livro sobre identidade e paternidade, e também sobre as diversas expressões que a violência, o carinho e a política podem assumir no seio de uma família da classe trabalhadora no interior da França.

Meu primeiro livro de literatura lido em 2026. Sugestão de minha esposa.

Trabalho, guerra e revolução: As comunas agrárias makhnovistas

O que sabemos sobre as “comunas agrárias” implantadas pela Makhnovitchina?  Em suas memórias, Nestor Makhno (1988) descreve algo de sua orga...