No V Congresso da Rede Internacional de Pesquisadores sobre Povos Originários e Comunidades Tradicionais, apresentei um paper que explora a experiência de extrativistas artesanais da Pedra do Sal, no Piauí, cujos territórios foram integrados, de forma autoritária, à produção de energia eólica.
O caso serve como matriz crítica para compreender a transição energética do capitalismo verde, propondo reflexões sobre:
1. O universalismo do discurso sobre “desenvolvimento sustentável”;
2. A transição energética como mais do que uma mudança técnica;
3. A distribuição desigual, mas combinada de impactos socioecológicos negativos, soberania energética e lucros privados;
4. A produção de desigualdades no processo de transição energética.
Como construir um futuro energético que respeite os territórios e as comunidades? Isso é possível sem alteração dos modos de produção e dominação que organizam a atual transição energética?

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