Debate atual sobre a crise das licenciaturas e o contínuo esvaziamento dos cursos

 


Nesta quarta-feira, terei a satisfação de mediar a mesa-redonda Debate atual sobre a crise das licenciaturas e o contínuo esvaziamento dos cursos. 

Ela é parte da programação da VII Semana de Pedagogia do @pedagogiacafsufpi. 

Participam comigo os colegas Luiz Eduardo (UFPI) e Robison Raimundo (UESPI), com quem discutiremos os desafios e perspectivas da formação docente no Brasil.

Da sociologia ao Marquês de Sade: uma memória de leitor na puberdade

O que é sociologia?, de Carlos Benedito Martins, foi o primeiro livro de sociologia que li na vida. Eu tinha uns 11 anos.

Ele estava num armário lá em casa, com outros de sexologia e gravidez da minha mãe, enciclopédias e livros de geografia, pedagogia, agronomia e ciências naturais dos meus tios.

Talvez a capa do livro tenha me chamado a atenção, pois achava esquisito uma pessoa sentar-se nas costas de outra. Abri o livro e comecei a ler. Lembro de não entender nada.

Oito anos depois, o reencontrei numa disciplina de introdução à sociologia no primeiro semestre da faculdade de ciências sociais.

Quando descobri o mundo das enciclopédias, sempre voltava aquele armário. E quando eu e @danielsdh passamos a ler histórias em quadrinhos, passamos a guardá-las ali também.

Com 12 ou 13 anos, eu descobri ali um livro diferente. Não se parecia com nada que lia na escola ou nas histórias dos X-Men. Era simplesmente a Filosofia na Alcova, do Marquês de Sade. Achei bem melhor do que sociologia, pelos motivos que qualquer menino na puberdade acharia rsrsrs. Li escondido até o dia em que meu tio descobriu e escondeu o livro de mim. O que era algo que qualquer adulto razoável deveria fazer.

Por mais que o contato precoce com a sociologia tenha sido entediante, aprendi a ver sentido nela e, anos depois, ela se tornou a minha profissão.

Essas situações envolvendo livros chatos e outros excitantes me fazem pensar em Pierre Bourdieu e o que ele falava sobre como a herança cultural é repassada entre as gerações de uma família.

O livro nunca me foi um objeto estranho porque sempre tinha algum em casa, ainda que nem todos eu pudesse ler na puberdade. Só li Sade novamente aos 20 e poucos anos, um livro escandaloso intitulado Justine. 

Me mimei

 Me mimei! Adquiri a caixa que reúne as primeiras 50 edições do maior quadrinho alternativo de todos os tempos, num total de 2.200 páginas. 

Conheci Love & Rockets no início dos anos 2000 e foi amor à primeira vista pela obra de Jaime e Gilbert Hernandez.

Considerada pelo mestre Allan Moore como a mais empolgante HQ dos anos 80, e pelo L.A Weekly como contendo os maiores personagens da literatura norte-americana contemporânea. 

Tudo é hiperbólico quando se trata de L&R, e quando se é fã.

Raphael Cruz


Trabalho, guerra e revolução: As comunas agrárias makhnovistas

O que sabemos sobre as “comunas agrárias” implantadas pela Makhnovitchina?  Em suas memórias, Nestor Makhno (1988) descreve algo de sua orga...