Florestan e o camponês polonês


Fazer buscas na internet é algo que tem proporcionado conhecer objetos que eu nem sequer desconfiava da existência.

Como essa resenha de Polish peasant in Europe and America, de Thomas e Znaniecki, escrita por Florestan Fernandes e publicada na Revista de Antropologia da USP (vol. 8, no. 2, 1960, pp. 166–168).

Trata-se de resenha da reedição de 1958, composta por dois volumes, diferenciando-se da edição original de 1918 – 1920, publicada em cinco volumes.

No início de sua resenha, Florestan nomeia a obra Polish peasant de “revolução metodológica” que inaugura a “era moderna da sociologia” como “ciência especial e empírico-indutiva”.

Lembro-me que ele havia citado a “contribuição metodológica” dessa dupla de autores em seu ensaio A sociologia: objeto e principais problemas (In: Ensaios de sociologia geral e aplicada. São Paulo: Pioneira, 1960, pp. 11–45).

Ao final da resenha, Florestan recomenda à obra tanto àqueles que se iniciam nos “segredos da pesquisa” quanto aos já veteranos na sociologia.

Pode-se constatar que à época, Florestan recepcionou de maneira positiva a obra, que àquela altura, quarenta anos após a primeira edição, tornara-se canônica.


Raphael Cruz





Radcliffe-Brown no Brasil

 


Correio Paulista, 27 de março de 1942


Fazendo uma busca por Emilio Willems na internet, me deparei com essa notícia da chegada de Radcliffe-Brown ao Brasil.

Foi interessante notar como tinha algum impacto o deslocamento de cientistas sociais entre os países, ao ponto disso ser noticiado.

Não era qualquer cientista. Era o "conhecido antropologista inglês", como é referido neste jornal. Brown é lembrado pelos estudantes de ciências sociais no Brasil como o "pai do estrutural-funcionalismo", uma interessante alcunha que associa um termo de parentesco a uma escola teórica.

Após essa notícia, busquei por outras, e achei algumas referentes as suas conferências e, inclusive, uma que registra o jantar de despedida ofertado pelos cientistas brasileiros ao "conhecido antropologista inglês".


Raphael Cruz

Trabalho, guerra e revolução: As comunas agrárias makhnovistas

O que sabemos sobre as “comunas agrárias” implantadas pela Makhnovitchina?  Em suas memórias, Nestor Makhno (1988) descreve algo de sua orga...